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21/06/2019 14:39 por Advillage

Vendas de celulares caíram 6% no primeiro trimestre do ano, mas receita cresceu 8%

Retração foi menor do que o previsto, com lançamento de novos produtos nas faixas intermediária e premium

Relatório da IDC Brasil aponta que o mercado brasileiro de celulares manteve, no primeiro trimestre de 219, a tendência dos trimestres anteriores, com queda no volume de vendas e aumento na receita. No período de janeiro a março, foram vendidos 10,7 milhões de smartphones, uma queda de 6% em relação ao mesmo período em 2018. Essas vendas movimentaram R$ 13,7 milhões, 8% a mais do que há um ano.

De acordo com Renato Meireles, analista de mercado de Mobile Phones & Devices da IDC Brasil, a retração nas vendas foi menor do que havia sido previsto no final do ano passado para o período, que era uma redução de 11%. A chegada de novos produtos ao mercado é uma das razões para esse resultado menos negativo, enquanto o aumento do tíquete médio e da demanda por aparelhos com especificações mais robustas explica o crescimento da receita.

“Em nível global, o mercado apresenta retração tanto em volume como em receita. No primeiro trimestre, foram vendidas 312 milhões de unidades, 5,9% menos do que em 2018, e a receita foi de US$ 105 bilhões, 12,1% menor. O comportamento do mercado brasileiro, no entanto, se diferencia pelo aumento da receita, apesar da redução no volume”, compara o analista.

De acordo com Meireles, neste primeiro trimestre o cenário macroeconômico ainda desfavorável no Brasil e a incerteza sobre a reforma da Previdência mantiveram a freada no consumo. Apesar disso, a receita apresentou novamente crescimento, o que se explica pelo aumento dos preços, impactados pela flutuação cambial, e pelo aumento da participação de produtos nas faixas premium e intermediária no mercado.

As vendas de smartphones com preço entre R$ 1.200 e R$ 1.699 cresceram 320% no primeiro trimestre de 2019, correspondendo a 18% de participação de mercado. Na faixa entre R$ 1.700 e R$ 2.499, a alta foi de 247%, chegando a 7% de participação.

A faixa mais alta de preços, de equipamentos acima de R$ 2.500, respondeu por 7% das vendas, com queda de 25% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

Feature phones

Já as vendas de feature phones (celulares simples, sem sistema operacional) se mantiveram estáveis, com 701 mil unidades nos primeiros três meses do ano, o equivalente a 6,5% do mercado mobile em unidades. Porém, ao contrário do que ocorre no mercado de smartphones, a receita (R$ 76.726) foi menor do que no ano passado, devido à redução de 2,9% no tíquete médio, que foi de R$ 109.

“A demanda por feature phones é pequena, e se concentra em áreas mais remotas ou rurais onde o uso é predominantemente do telefone em si, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Mas há também um nicho de consumidores minimalistas, que não buscam tecnologia, mas só o essencial, para uma vida mais simples”, explica Meireles. Segundo ele, a previsão é que as vendas de feature phones cresça 0,4% neste ano, chegando a 2,6 milhões de unidades.

Perspectivas

Para os smartphones, a previsão é que sejam vendidas 43,38 milhões unidades até o final do ano, 2,4% menos do que em 2018, mas o valor movimentado deve crescer 12%, chegando a R$ 59,6 bilhões, graças a novos lançamentos e novas marcas entrando no mercado, além de uma expectativa de melhora do cenário macroeconômico no segundo semestre.

“A demanda por dispositivos com maior memória interna, câmeras múltiplas, telas maiores e com borda infinita, e recursos inteligentes deve continuar impulsionando as vendas nas faixas média e premium, com um crescente uso dos smartphones para assistir filmes e acesso a conteúdo de streaming media, e como alternativa ao tablet”, finaliza Renato Meireles.

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