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16/10/2019 16:15 por Advillage

Twitter anuncia restrições a tuítes de líderes mundiais que violem suas regras

Usuários serão impedidos de inteargir com esses conteúdos, que poderão ser mantidos "se houver claro interesse público"

O Twitter anunciou uma nova abordagem em relação a tuítes de líderes mundiais que de alguma firma violem as regras da rede social.

“É frequente o debate público sobre como tratamos os Tweets de líderes mundiais em nossa plataforma. Vemos esse tipo de discussão com bons olhos, e gostaríamos de dar mais contexto sobre nossos princípios e processos de análise de denúncias de Tweets feitos por essas contas”, diz a empresa, em um comunicado.

“O uso do Twitter por líderes mundiais é algo relativamente recente e sem histórico de referência. Compreendemos a expectativa das pessoas de que as nossas decisões sejam binárias (sim ou não), mas isso não é tão simples”, segue o texto publicado pelo Twitter.

“Nós avaliamos Tweets denunciados de líderes mundiais de acordo com as regras do Twitter, que são estabelecidas para garantir que as pessoas possam participar da conversa pública de forma livre e segura. Nós nos concentramos na linguagem dos Tweets denunciados e não tentamos determinar todas as potenciais interpretações do conteúdo, ou em sua intenção”.

“No entanto, se um Tweet de um líder mundial violar as regras do Twitter mas houver um claro interesse público em mantê-lo na plataforma, nós o colocaremos atrás de um aviso que trará contexto sobre a violação e permitirá que as pessoas cliquem e vejam o conteúdo se assim desejarem”.

O Twitter informou que não permitirá que os usuários gostem, respondam, compartilhem ou retuitem os posts ofensivos, mas permitirá eles façam citação-tweet para permitir que outros usuários expressem suas opiniões.

O site especializado TechCrunch lembra que, no ano passado, o Twitter disse que não restringiria a conta do presidente dos EUA, Donald Trump, apesar de seus tuítes incendiários, incluindo alegações de que ele ameaçou declarar guerra à Coreia do Norte. No entanto, num caso envolvendo do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, ele teve um de seus tuítes excluídos da rede.

“Queremos deixar claro que as contas de líderes mundiais não estão acima de nossas políticas”, segue o comunicado. “Os casos listados abaixo resultarão em medidas corretivas para qualquer conta em nosso serviço (não será avaliado ou considerado o potencial interesse público)”:

• promoção de terrorismo;
• clara e direta ameaça violenta contra uma pessoa;
• publicação de informação privada, como endereço residencial ou número de telefone pessoal;
• publicação ou compartilhamento de fotos ou vídeos íntimos de uma pessoa sem o seu consentimento;
• engajamento em comportamentos relacionados a exploração sexual infantil;
• incentivo ou promoção de automutilação.

“Em outros casos envolvendo um líder mundial, optaremos por deixar o conteúdo disponível (com o aviso) caso exista um claro interesse público em fazê-lo”, diz o comunicado.

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