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DOCES E SALGADOS

19/09/2019 16:20 por Redação

Na segunda alta consecutiva, intenção de consumo das famílias cresceu 0,3% em setembro

Segundo levantamento mensal da CNC, leve avanço foi puxado pelo pela melhora das Compras a Prazo e da Perspectiva de Consumo

A intenção de gastos das famílias brasileiras é crescente e deverá permanecer em ascensão até o fim do ano, de acordo com o índice Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de setembro, divulgado nesta quinta-feira (19) pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. O ICFD cresceu 0,3% em relação a agosto, na segunda alta consecutiva após um período de queda que se estendeu de março a julho.

O ICF chegou a 92,5 pontos, melhor pontuação desde maio. O recorde do ano (98,5 pontos) foi observado em fevereiro.

“As famílias continuam se mostrando mais dispostas a consumir, impulsionadas, sobretudo, pela estabilidade dos preços e pela possibilidade de abater dívidas, obtendo descontos ao utilizar os recursos do FGTS/PIS/Pasep”, acredita o presidente da CNC, José Roberto Tadros. “Esse otimismo tem relação direta com a recuperação da economia”. A CNC estima que o dinheiro do FGTS e do PIS/Pasep gere R$ 7,4 bilhões em vendas para o varejo, elevando o consumo das famílias no PIB. 

Mesmo com a possibilidade de tendência positiva para as intenções de consumo até dezembro, o ICF completou 49 meses abaixo de 100 pontos, em uma zona considerada de insatisfação, onde permanece desde abril de 2015, quando chegou a 102,9 pontos.

Compras a prazo e perspectiva de consumo

Os dois indicadores que apresentaram a maior alta no mês foram "Compras a Prazo" (2,2%) e "Perspectiva de Consumo" (1,1%). Segundo o economista da CNC Antonio Everton Junior, os dados reforçam a expectativa de aumento do consumo e das vendas do comércio. Já a principal variação negativa do ICF de setembro foi ao subíndice Renda Atual (-0,6%).

O ICF de setembro/19:

CNC ICF
Regionalmente sobressaíram-se as maiores intenções de gastos no Nordeste (0,8%) e no Centro-Oeste (0,5%). As famílias do Sudeste mantiveram em setembro o mesmo patamar de agosto (0,0%). As famílias nortistas mostraram diminuição nos desejos de gastar (-0,5%). As sulistas continuam sendo as únicas famílias brasileiras a posicionarem as intenções de compras na zona de satisfação (102,2 pontos).

Quanto ao critério da propensão ao consumo por faixa de renda, a variação das intenções apresentou-se igual para os dois níveis pesquisados (0,2%). No contexto da recuperação lenta da economia, as famílias com renda superior a 10 salários mínimos encontram-se satisfeitas (104,0 pontos), diferentemente das que ganham abaixo disto (90,2 pontos). Esta última escala mostra o maior peso da conjuntura econômica influenciando decisões de consumo sobre as famílias de menor renda, assim como o seu grau de insatisfação.

Confira o relatório da pesquisa aqui.

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