Home > ADVILLAGE > Mídia programática é vantagem na disputa entre grandes bancos e fintechs

ADVILLAGE

29/11/2019 12:27 por Redação

Mídia programática é vantagem na disputa entre grandes bancos e fintechs

Instituições adotam plataformas que usam Inteligência Artificial para se relacionar com potenciais clientes sem acesso à crédito

Na disputa de mercado entre grandes instituições financeiras e as enxutas fintechs, uma nova ferramenta tem ganhado destaque: a chamada mídia programática por performance. São plataformas digitais que lançam mão de Inteligência Artificial para revolucionar o relacionamento com usuários das mais diversas tecnologias, inclusive os sem acesso a nenhum tipo de crédito.

O desafio das instituições é interpretar milhões de dados coletados todos os dias, transformar essas informações em produtos e serviços relevantes e oferecer a solução na hora certa. “O mercado financeiro mudou e requer um atendimento sob medida”, diz Thiago Cavalcante, sócio-fundador da Adaction. A startup tem em sua carteira de clientes quatro das maiores instituições financeiras do País.

Na mídia programática, a compra de anúncios é realizada via software, em uma espécie de leilão em tempo real, sem contato com os departamentos comerciais dos sites. Os dados gerados permitem anúncios muito segmentados, olhando perfil do usuário e momento na jornada de compra. “Ao interpretar comportamentos e tirar conclusões que resultem em serviços mais eficientes ao consumidor, as instituições não só geram mais receita, como reduzem custos”, complementa.

Segundo Cavalcante, a jornada do consumidor da forma como acontece hoje e a revolução do mercado das fintechs que captaram a mudança são os dois fatores principais que provocam a transformação digital nas instituições tradicionais.

“O comportamento do consumidor não é massificado e, muito menos, homogêneo no seu relacionamento com as instituições financeiras. Dentro do conceito de consumidor 4.0, é preciso oferecer um leque de opções tão variadas quanto são as preferências de cada um. É isso o que as plataformas digitais e as mídias programáticas proporcionam”, diz.

Estudo global da empresa Salesforce, – realizado com 6.700 consumidores de 18 países – revela que 80% dos clientes de empresas de vários setores, incluindo o financeiro, dizem que a experiência proporcionada é tão importante quanto seus produtos e serviços. E 56% afirmam que procuram sempre comprar das companhias mais inovadoras.

Inclusão

O Brasil ainda tem uma grande população fora do acesso ao sistema financeiro, seja por falta de comprovação de renda, de nome negativado ou simplesmente porque não há interesse para tal. Segundo o Instituto Locomotiva, a população “desbancarizada” movimenta mais de R$ 820 bilhões por ano e soma 45 milhões de pessoas. E é nesse público que as fintechs estão de olho. “É uma fatia da população brasileira que abre um enorme potencial. Todas as pessoas poderão ter acesso a ferramentas para pagar contas e fazer transferências e investimentos, independentemente de bancarização”, diz Cavalcante.

A busca por soluções para inclusão da população no sistema de concessão de crédito sempre foi um desafio. A criação do cadastro positivo por si só não resolve o problema e as novas tecnologias têm se mostrado ferramentas úteis e capazes de ajudar nesse processo, pois conseguem apontar uma parcela que não é identificada pelos birôs tradicionais de crédito. 

Além do cadastro positivo, existem diversas outras informações que podem ser consideradas com a ajuda da tecnologia. Dados da Neurotech, pioneira em soluções de AI para o setor financeiro, mostram que é possível para uma instituição financeira aumentar aprovações de crédito em mais de 15% utilizando ferramentas mais acuradas de análise, conforme a experiência de empresas clientes.

Na prática, são as tecnologias as responsáveis por coletar dados de mercado; associar ao que banco faz; adicionar variáveis do dia, como a cotação do dólar; e oferecer um pacote de serviços integrando vendas e marketing. “Se o dólar estiver em queda, por exemplo, pode haver uma oferta de produto de câmbio ou ainda a extensão do cartão de crédito. É essa análise de dados sobre o comportamento e o interesse do cliente que ajuda a atendê-lo como se fosse único”, complementa Cavalcante.

'
Enviando