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27/03/2019 16:14 por Advillage

Mercado de PCs manteve crescimento em 2018, segundo a IDC Brasil

Foram vendidos 5,575 milhões de computadores, alta de 7,5%; notebooks e mercado corporativo tiveram participação significativa no resultado

Em 2018, foram vendidos 5,575 milhões de computadores pessoais no Brasil, uma alta de 7,5% sobre o ano anterior. ”O mercado de PCs está vivo e com fôlego”, diz a IDC Brasil, com base nos dados do estudo IDC Brazil PCs Tracker Q4/2018.

Para Wellington La Falce, analista de pesquisa da IDC Brasil, a explicação para esse avanço é simples: o mercado de computadores continua muito importante. “Ainda não temos um dispositivo que faça tudo o que um computador faz. É uma categoria necessária e, por enquanto, insubstituível”, diz.

Dos 5,575 milhões de computadores vendidos em 2018, 3,920 milhões foram notebooks e, desses, 903 mil foram para o mercado corporativo, um aumento de 38%.

Em termos de preço, em 2018, os notebooks ficaram 10% mais caros, custando, em média R$ 2.665. Os desktops aumentaram 8%, para R$ 2.212. A receita também cresceu. Foram R$ 10,3 bilhões referentes às vendas de notebooks e R$ 3,6 bilhões obtidos com desktops.

“A oscilação do dólar continuou impactando no preço, mas o mercado conseguiu crescer com a ajuda do setor corporativo, que investiu bastante em notebooks para oferecer mais mobilidade ao colaborador, especialmente em modelos com melhor performance”, explica La Falce.

Previsão para 2019

Apesar do crescimento que vem ocorrendo desde 2017, a IDC Brasil acredita em um período de dificuldades para o mercado de computadores em 2019, principalmente nos três primeiros meses. “No fim de 2018, o mercado não vendeu tanto quanto esperava e o ano virou com os estoques cheios. Por conta disso, pode não haver abastecimento no varejo nos primeiros meses. Além disso, os preços podem aumentar de novo, caso as liminares contra o fim dos incentivos da Lei de Informática sejam derrubadas, impactando os preços no varejo, avalia La Falce.

O mercado corporativo também deve sofrer queda. “As empresas estarão apreensivas em relação à tributação. A mudança de governo foi vista com boas perspectivas, mas enquanto não concretizar seus planos, o mercado vai segurar os investimentos”.

Tudo isso pode resultar em uma retração de 7,5%, com a venda de 1,23 milhão de unidades no primeiro trimestre do ano.

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