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DOCES E SALGADOS

13/05/2019 14:32 por Redação

Itaú e Bradesco revisam para baixo suas projeções para o PIB deste ano

Economia brasileira crescerá 1,1% este ano na avaliação do Depec-Bradesco; Itaú aposta em crescimento de apenas 1,0%

O Departamento de Pesquisa Macroeconômica do Itaú Unibanco reduziu suas projeções de crescimento para o Brasil em 2019 (de 1,3% para 1,0%) e 2020 (de 2,5% para 2,0%). “A evolução recente da atividade reforça nossa visão de que o ajuste fiscal e a redução de subsídios creditícios têm contribuído para uma queda da taxa de juros neutra”, diz o relatório da instituição.

0 banco também revidou a estimativa de déficit primário em 2019 de 1,5% para 0,8% do PIB, após incluir a receita extraordinária esperada com o leilão da cessão onerosa. Para 2020, pioramos nossa estimativa de 1,0% para 1,1% do PIB. O cenário é estritamente dependente da aprovação da reforma da Previdência, cujo impacto em termos fiscais deve ser entre 50% e 75% da proposta enviada pelo governo.

Com base nos indicadores de atividade de março, o Itaú reduziu a projeção para o PIB no 1º trimestre de -0,1% para -0,2% na comparação trimestral dessazonalizada. “A principal contribuição para isso foi a produção industrial, que recuou 1,3% ante fevereiro (com ajuste sazonal)”, afirma o relatório. “Ademais, a confiança do empresário não se recuperou em abril, após forte queda em março, e a criação de empregos medida pelo Caged está desacelerando – fatores que nos levam a crer, em linha com as impressões colhidas junto ao setor real, que a incerteza associada à implementação de reformas tem pesado em alguma medida sobre a atividade econômica”.

Na avaliação dos economistas do Itaú, o quadro de expansão do consumo e estagnação do investimento parece ter continuado no primeiro trimestre deste ano. “Projetamos alta de 0,3% para o consumo e queda de 0,9% para a formação bruta de capital fixo, ante o quarto trimestre do ano passado com ajuste sazonal. Do lado da oferta, um destaque tem sido o setor de construção, responsável por cerca de 4% do PIB, cuja atividade ainda está 30% abaixo do pico pré-recessão, sem nenhuma recuperação na margem, quando olhamos para o setor como um todo”.

Clique no botão "DOWNLOAD", no final desta nota, para acessar o relatório do Itaú.

Bradesco

O Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco também fez uma revisão mais ampla do cenário base, “diante das recorrentes frustrações com o crescimento econômico”. a expectativa de alta do PIB de 2019 encolheu de 1,9% para 1,1%.

“O crescimento mundial tem sido mais heterogêneo, se refletindo em um dólar mais forte frente a algumas moedas emergentes, inclusive o real. Esperamos que a aprovação da reforma da Previdência no segundo semestre leve a moeda brasileira de volta ao comportamento médio de seus pares, para R$/US$ 3,80”.

O relatório do Depec-Bradesco afirma ainda que “a combinação desses elementos se traduz em núcleos de inflação comportados em todo o horizonte previsível, mas o curto prazo tem sido afetado por um número grande de choques. Incorporando parte desses choques e nossa revisão de cenário, alteramos a projeção do IPCA de 3,8% para 4,0% neste ano, mantendo 3,9% em 2020. Assim, com crescimento moderado e inflação subjacente comportada, acreditamos que há espaço para cortes de juros no segundo semestre, levando a Selic a 5,75% em dezembro”.

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