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08/11/2019 16:35 por Advillage

Globo passa por ampla reorganização e terá nova estrutura em 2020

TV Globo, Globosat, Som Livre, Globo.com e Globoplay se unirão sob o nome Globo;

GLOBO JORGE NOBREGA
A partir de janeiro, TV Globo, Globosat, Som Livre, Globo.com, Globoplay e DGCorp (Diretoria de Gestão Corporativa) vão se juntar em uma nova empresa sob o nome Globo. A ampla reformulação foi anunciada nesta sexta-feira (8) pelo presidente executivo, Jorge Nóbrega. Segundo a empresa, a estrutura integrada é resultado da estratégia de transformação digital da Globo, iniciada em setembro de 2018, com o programa UmaSóGlobo.

“A marca Globo como a conhecemos hoje, sinônimo de TV aberta, passa a dar nome a uma empresa nova, ampliada, integrada e orientada a novos desafios e oportunidades. Estamos transformando nossos negócios atuais e desenvolvendo novos”, diz Nóbrega.

“A experiência digital mudou muito a maneira como o público consome mídia, conteúdos e serviços, e nós mudamos junto. O investimento que estamos fazendo em novas tecnologias e modelos de negócio não implica abandonar as nossas forças tradicionais. Nossa estratégia amplia a força da televisão, ao unir TV aberta e TV fechada às oportunidades digitais, com o consumidor no centro do negócio”, acrescenta o executivo de 65 anos, que trabalha na Globo desde 1997 e foi nomeado presidente executivo em dezembro de 2017.

Para efeito de compreensão, as áreas da nova Globo podem ser agrupadas em três blocos: Centros de Resultado, Operações Core e Gestão Corporativa.

Os Centros de Resultado representam a camada de interação com consumidores e anunciantes. São os Canais Globo (lineares), Produtos & Serviços Digitais e Soluções Integradas de Publicidade.

As Operações Core englobam as áreas de Criação & Produção de Conteúdo (Entretenimento, Jornalismo e Esporte), de Aquisição de Direitos e de Tecnologia.

A Gestão Corporativa envolve as atividades de proposição e alinhamento da estratégia de negócios, a gestão de recursos e ativos da empresa, o relacionamento estratégico com parceiros e a comunicação com diferentes públicos. São as áreas de Estratégia, Finanças, Jurídico & Infraestrutura, Recursos Humanos, Marca & Comunicação e Relações Institucionais.

A Globo permanece subordinada ao Conselho de Administração, que mantém a estrutura de governança existente, da qual destaco dois órgãos essenciais para orientação da empresa:

• O Conselho Editorial, responsável por discutir e propor orientação e alinhamento em questões editoriais, coordenado pelo vice-presidente editorial, João Roberto Marinho, tendo o Ali Kamel como representante da Globo.

• O Comitê Institucional, com o papel de analisar o ambiente e propor linhas de atuação para nossas relações institucionais. Também coordenado por João Roberto Marinho, tem a participação do vice-presidente de Relações Institucionais, Paulo Tonet Camargo, e do Diretor Jurídico, Antonio Cláudio Netto.

Pessoas-chave no novo organograma da Globo:

Paulo Marinho: à frente de Canais Globo, responderá pela TV Globo, pela gestão de sua rede de afiliadas e pelo portfólio dos canais de televisão por assinatura, além dos negócios internacionais.

Carlos Henrique Schroder: A Criação & Produção de Conteúdo irá centralizar a criação e produção, para todas as plataformas, de conteúdos de entretenimento, esporte e jornalismo. A orientação editorial do jornalismo da empresa continuará sendo exercida pelo Conselho Editorial do Grupo Globo, com a participação do diretor de jornalismo Ali Kamel.

Erick Brêtas: A área de Produtos & Serviços Digitais fará a gestão do portfólio de iniciativas digitais, como  Globoplay, G1, Globoesporte.com, Gshow, a home da Globo.com, o Cartola e novos produtos e serviços a serem lançados.

Eduardo Schaeffer: concentrando toda a venda de publicidade, a área de Soluções Integradas de Publicidade deverá monetizar os inventários lineares e digitais, com a missão de maximizar a receita publicitária, oferecendo oportunidades para marcas e anunciantes alavancadas por inteligência de dados. 

Pedro Garcia: a aquisição de diversos tipos de direitos necessários à produção audiovisual, principalmente em esporte e entretenimento, estará reunida numa nova área, Aquisição de Direitos.

Rossana Fontenele: a área de Estratégia & Tecnologia será responsável pela proposição da visão de longo prazo do negócio, parcerias e alinhamento estratégico. 

Raymundo Barros: subordinada a Rossana Fontenele, a área de Tecnologia tem como missão viabilizar a transformação da Globo em uma empresa mediatech. O modelo de operação da tecnologia se baseia no desenvolvimento de soluções para o negócio, contemplando os serviços de produção e distribuição de conteúdo, de desenvolvimento de produtos digitais, de gestão de dados e de infraestrutura.

Sérgio Valente: comandará a área de Marca & Comunicação, comunicação e assessoria de imprensa, e ainda as atividades relacionadas à pesquisa.

Manuel Belmar: responsável pela área de Finanças, Jurídico e Infraestrutura.

Claudia Falcão: cuidará da área de Recursos Humanos “com a missão de apoiar o processo da mudança e promover o engajamento e a cultura desejada para a empresa, além de prestar os serviços de gestão de pessoas para todas as áreas”.

Paulo Tonet Camargo: a área de Relações Institucionais continuará o trabalho de representar os interesses da Globo junto a entes governamentais e regulatórios, “assim como comunicar e traduzir mudanças e diretrizes advindas desses órgãos para a empresa”.

Marcelo Soares: estará à frente da Som Livre, acumulando a função com a gestão do Sistema Globo de Rádio.

• Frederic Kachar:
sob sua direção geral, a Editora Globo permanecerá com gestão independente da nova estrutura Globo, se reportando a Jorge Nóbrega.

Roberto Marinho Neto: assumirá a liderança da Globo Ventures, saindo do comando do Esporte. Na Globo Ventures, será responsável pelos investimentos diretos dos acionistas em novos negócios, mantendo uma relação de proximidade e atuação articulada com a Globo.

“O modelo que apresentamos é um passo muito importante em nossa jornada de transformação. Escolhemos nos organizar por produtos e serviços - lineares, digitais e publicitários – e não por gêneros de conteúdo, permitindo um olhar de portfólio multigênero e multiplataforma”, explica Jorge Nóbrega. “Com isso, o Esporte deixa de se organizar como uma vertical de negócio. A criação e produção de conteúdo esportivo será parte da área integrada de Criação & Produção de Conteúdo e as demais funções estarão distribuídas nas outras áreas da empresa”.

“Seremos em pouco tempo uma mediatech, com soluções mais flexíveis e ofertas muito variadas para as pessoas consumirem nosso conteúdo exclusivo por via digital ou da forma que elas quiserem. Essa Globo, que nasce em janeiro, é uma empresa única, com dois corações, um no conteúdo diferenciado e o outro na tecnologia e nas oportunidades que ela traz”, conclui Nóbrega.

Demissões

À parte o anúncio da nova estrutura organizacional, a emissora demitiu, na quarta-feira (6), mais de cem pessoas de suas equipes de entretenimento, de áreas como produção, transporte e figurino. Por meio de nota, a comunicação da Globo disse que não comenta questões internas. “Todas as grandes empresas modernas passam por processos na busca de eficiência e evolução constante e, nesse contexto, é natural que se façam ajustes. Na Globo não é diferente”.

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