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12/05/2017 16:43 por Advillage

Ataque hacker global nesta sexta-feira afetou 74 países, diz empresa russa Kaspersky

Ação atingiu países como Espanha, Reino Unido, Turquia, Ucrânia e Rússia; mensagem hacker está escrita em romeno não nativo

Ao longo desta sexta-feira (12), mais de 45 ataques cometidos por hackers  afetaram infraestruturas de 74 países, segundo estimativa da empresa russa de segurança cibernética Kaspersky. Os ataques foram feitos com vírus do tipo ransomware.

"Até o momento registramos 45 mil ataques (...) em 74 países. As cifras continuam aumentando inusitadamente", disse Costin Raiu, diretor da equipe de pesquisa e análise global da Kaspersky, no Twitter.

Raiu acrescentou que a mensagem do ciberataque, que afetou países como Espanha, Reino Unido, Turquia, Ucrânia e a própria Rússia, está escrita em romeno, mas não por um nativo.

A Kaspersky enviou à agência de notícias espanhola Efe um comunicado no qual diz que identificou o rootkit utilizado para efetuar o ciberataque: (MEM:Trojan.Win.64.EquationDrug.gen).

Segundo a nota, o ataque indiscriminado aconteceu através de um sistema de propagação que utiliza uma vulnerabilidade detectada na Microsoft.

O comunicado destaca que os hackers exigem como recompensa US$ 600 em bitcoins.

Inglaterra - Vários ciberataques afetaram os equipamentos informáticos de hospitais e centros médicos na Inglaterra, segundo confirmou à Agência Efe um porta-voz do departamento de tecnologia do sistema de saúde pública inglês.

Hospitais de Londres, Blackpool, Nottingham, Cumbria e Hertforshire, entre outras áreas, foram afetados, e muitos deles se viram obrigados a desligar os equipamentos, segundo a imprensa local.

Espanha - O governo espanhol confirmou que várias empresas do país, entre elas a Telefónica, foram alvos de ciberataques, mas a prestação de serviços aos usuários e a operação das redes estão mantidas.

A Telefónica foi obrigada a formatar vários computadores de sua rede corporativa como medida preventiva depois de detectar problemas em centenas de dispositivos por causa de um "ransomware", um vírus que criptografa arquivos e que também afetou outras companhias, como a Iberdrola, a Vodafone e a Indra.

Também como precaução, os ministérios e organismos dependentes do governo decidiram desconectar os equipamentos da rede. Segundo fontes do governo, não foram registrados casos de infecção na administração geral do país.

O vírus em questão é uma variante de versões anteriores do "WannaCry", que ataca especialmente o Windows. Após infectar e criptografar os arquivos, ele pede um valor em bitcoins para liberar os dados que foram "sequestrados".

A Espanha é o nono país na Europa que produz mais códigos maliciosos, uma lista liderada por Alemanha e Rússia. Em nível mundial, Estados Unidos, Chile e Brasil estiveram nas primeiras posições do ranking em 2016, segundo um relatório da empresa de segurança Symantec.

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