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31/10/2019 07:11 por Advillage

Twitter decide proibir todos os tipos de propaganda política

Decisão da empresa, que vale para o mundo inteiro, vai na contramão do posicionamento adotado pelo Facebook

O Twitter decidiu banir toda a publicidade política em sua plataforma ao redor do mundo, sob o argumento que o alcance dessas mensagens "deve ser conquistado, não comprado". A decisão foi anunciada em uma sequência de tuítes pelo CEO Jack Dorsey.

Ele disse que a proibição de todos os tipos de propaganda política paga passará a valer a partir de 22 de novembro,  com algumas exceções. Anúncios em apoio ao recenseamento eleitoral, por exemplo, ainda serão permitidos.

“Uma mensagem política ganha alcance quando as pessoas decidem seguir uma conta ou retuitar. Pagar pelo alcance remove essa decisão, forçando mensagens políticas altamente otimizadas e direcionadas às pessoas. Acreditamos que essa decisão não deve ser influenciada por dinheiro”, escreveu. “Embora a publicidade na internet seja incrivelmente poderosa e muito eficaz para anunciantes comerciais, esse poder traz riscos significativos para a política, onde pode ser usado para influenciar os votos e afetar a vida de milhões”.

“Os anúncios políticos na internet apresentam desafios totalmente novos ao discurso cívico: otimização baseada segmentação múltipla, informações enganosas não verificadas e falsificações profundas. Tudo com velocidade crescente, sofisticação e escala esmagadora. Esses desafios afetarão TODAS as comunicações na internet, não apenas os anúncios políticos”, prosseguiu o CEO do Twitter.

No último tuíte da sequência, Jack Dorsey conclui: “Uma nota final. Não se trata de liberdade de expressão. Trata-se de pagar pelo alcance. E pagar para aumentar o alcance do discurso político tem ramificações significativas com as quais a infraestrutura democrática de hoje pode não estar preparada para lidar. Vale a pena dar um passo atrás para resolver isso”.

Nos Estados Unidos, o debate em torno da proibição desse banimento nas eleições presidenciais de 2020 divide o campo político, assinala a BBC.

Brad Parscale, gerente da campanha de reeleição do presidente republicano Donald Trump, disse que a proibição é "mais uma tentativa da esquerda de silenciar Trump e os conservadores”. Em linha oposta, o porta-voz da campanha do pré-candidato democrata Joe Biden, Bill Russo, disse que “quando confrontado com uma escolha entre (faturar) dólares via anúncios e a integridade de nossa democracia, é encorajador ver que, pela primeira vez, as receitas não tenham prevalecido".

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, que recentemente descartou a proibição de propaganda política e a verificação de conteúdos de anúncios de políticos em sua rede social, voltou a defender ao posicionamento de sua empresa. "Em uma democracia, não acho certo que empresas privadas censurem políticos ou notícias", disse ele durante uma teleconferência com jornalistas.

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