Home > DOCES E SALGADOS > Após a alta em setembro, confiança de serviços volta a cair em outubro

DOCES E SALGADOS

30/10/2019 08:10 por Redação

Após a alta em setembro, confiança de serviços volta a cair em outubro

Queda do ICS impactou 8 das 13 atividades pesquisadas, e foi determinada exclusivamente pela piora das expectativas no curto prazo

O Índice de Confiança de Serviços (ICS), da Fundação Getulio Vargas, caiu 0,4 ponto em outubro, para 93,6 pontos, após subir 1,7 ponto no mês anterior. Em médias móveis trimestrais, o índice registra alta de 0,1 ponto no mês.

A queda do ICS impactou 8 das 13 principais atividades pesquisadas, e foi determinada exclusivamente pela piora das expectativas no curto prazo. O Índice de Situação Atual (ISA-S) subiu 2,8 pontos, para 92,7 pontos, com uma contribuição expressiva do indicador de volume de demanda atual, que registrou alta de 3,2 pontos no mês, para 93,2 pontos, o maior nível dos últimos cinco anos.

O Índice de Expectativas (IE-S) recuou 3,6 pontos em outubro, para 94,6 pontos, menor nível desde maio deste ano (92,0). A maior contribuição para a queda do índice no mês veio do Indicador de demanda prevista nos três meses seguintes, com queda de 4,5 pontos no mês.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor de serviços avançou 1,3 ponto percentual em outubro, para 82,0%, interrompendo a sequência de queda dos três meses anteriores.

“A ligeira queda da confiança de Serviços em outubro decorre de movimentos em sentidos opostos de seus dois componentes. A percepção do setor em relação ao momento atual segue em trajetória positiva, alcançando o melhor resultado desde junho de 2014. Já o Índice de Expectativas recuou no mês para o menor nível desde maio passado. Essa combinação de resultados sugere continuidade do cenário de recuperação gradual do setor sem perspectivas de uma aceleração expressiva nos próximos meses”, analisa Rodolpho Tobler, economista da FGV IBRE.

Emprego previsto cai, mas mantém a tendência ascendente

Em outubro, o Indicador de Emprego Previsto caiu 0,5 ponto, interrompendo a sequência de três meses com evolução favorável. Apesar da queda, o indicador mantém tendência positiva em médias móveis trimestrais, critério em que o saldo da diferença entre empresas prevendo aumento e redução do quadro de pessoal é ainda de +6,9 pontos. Nos últimos meses, o dado de emprego do Caged vem apontando que o Setor de Serviços (maior empregador da economia) tem sido o fator de impulso da melhora gradual de emprego.

Leia mais:

Confiança da indústria recua ao menor patamar em 12 meses
Confiança da construção tem leve alta em outubro, aponta FGV
Após a queda em setembro, confiança do comércio volta a subir em outubro

'
Enviando