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DOCES E SALGADOS

29/10/2019 12:32 por Redação

Pressionado por contestação popular sem precedentes, premiê do Líbano renuncia

Protestos, que começaram no dia 17 contra taxação do WhatsApp, evoluíram para insatisfação generalizada dos libaneses

O primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri, anunciou nesta terça-feira (29) que apresentará sua demissão ao presidente Michel Aoun. A decisão ocorre no 13° dia de um movimento de contestação popular sem precedentes desencadeado pela criação de um imposto sobre as ligações via WhatsApp, medida cancelada no início dos protestos.

A revolta evoluiu e passou a focar na corrupção da classe política libanesa, assinala a Rádio França Internacional. Trinta anos após o fim da guerra civil, os mesmos governantes se mantêm no poder, em um dos governos mais corruptos do planeta. Os libaneses também reclamam das deficiências dos serviços públicos, que castigam a população com falta de água, energia elétrica e cuidados médicos.

Em um breve discurso na TV, Hariri afirmou que se encontra em um "impasse". O premiê também fez um apelo para que os libaneses "priorizem a paz". Na última sexta-feira (25), o chefe do Hezbollah xiita, Hassan Nasrallah, já havia alertado para o risco de guerra civil no Líbano.

Saad Hariri, de 49 anos, líder do partido Movimento do Futuro, está no cargo desde dezembro de 2016.

Desde o último 17 de outubro, milhares de libaneses tomam as ruas das principais cidades do país. Nesta terça-feira, após quase duas semanas de manifestações, as autoridades ainda não conseguem propor uma solução. Bancos, escolas e universidades continuam fechados. Alguns trabalhadores podem não receber os salários neste fim de mês.

Ontem (28), manifestantes reforçaram os bloqueios em várias estradas. Analistas consideram que a prioridade das autoridades deveria ser acabar com os bloqueios para que o país volte à normalidade. Mas o exército, que permanece neutro até o momento, já anunciou que não aceita o uso da força contra os manifestantes.

Leia mais: Milhares protestam contra o governo no Líbano.

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