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DOCES E SALGADOS

29/05/2019 11:58 por Redação

Confiança de serviços recua ao patamar de maio do ano passado

Para economistra da FGV, resultado geral da pesquisa sinaliza uma recuperação lenta da economia ao longo de 2019

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 3,1 pontos em maio, para 89,0 pontos, voltando ao nível de maio de 2018 (89,0 pontos). No acumulado dos últimos quatro meses houve perda de 9,2 pontos, devolvendo a alta de 9,3 pontos entre outubro e janeiro. Em médias móveis trimestrais, o índice recuou pela terceira vez consecutiva, desta vez em 2,5 pontos.

A queda do ICS em maio foi disseminada, atingindo 12 das 13 atividades pesquisadas. Contribuíram para o resultado a queda de 5,1 pontos do Índice de Expectativas (IE-S), para 92,0 pontos, e de 0,9 ponto do Índice de Situação Atual (ISA-S).

A retração do IE-S foi influenciada tanto pelo indicador que mede o otimismo com a tendência dos negócios nos seis meses seguintes como pelo indicador de demanda prevista nos três meses seguintes, que recuaram 6,8 e 3,3 pontos, respectivamente, para 91,7 e 92,4 pontos.

A queda do Índice de Situação Atual (ISA-S) decorreu exclusivamente do indicador de situação atual dos negócios, que recuou 2,6 pontos, para 85,3 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor de Serviços subiu 0,3 ponto percentual, após cair 1,3 ponto percentual no mês passado. O NUCI ficou em 82,0%.

“A quarta queda seguida da confiança de serviços sugere que persiste o período de atividade fraca que o setor vem enfrentando. A combinação da queda suave do Índice de Situação Atual com queda expressiva do Índice de Expectativas mostra que os empresários de serviços não estão confortáveis com a situação que o setor se encontra e se tornando cada vez menos otimistas em relação à evolução dos negócios nos próximos meses. O resultado geral da pesquisa sinaliza uma recuperação lenta da economia ao longo de 2019”, analisa Rodolpho Tobler, economista da FGV IBRE.

Deterioração

Com a nova queda do ICS em maio, o índice acumulou perda de 9,2 pontos entre fevereiro e maio deste ano. O resultado devolveu praticamente toda alta registrada no período entre outubro de 2018 e janeiro de 2019 (9,3 pontos). Na comparação entre os dois períodos, destaca-se a maior volatilidade do IE-S.

Nos quatro primeiros meses após a eleição, este índice acumulou alta de 15,8 pontos já nos quatro meses seguintes, o índice devolveu 15,1 pontos. No caso do ISA-S, estes números foram de 2,6 e -3,0 pontos. Todos esses movimentos foram disseminados entre os principais segmentos do setor.

A edição de maio coletou informações de 1.887 empresas entre os dias 2 e 24 deste mês.

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