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29/05/2019 09:54 por Advillage

Huawei anuncia nova ofensiva contra medidas de Trump

Gigante chinês solicitou a um tribunal dos EUA que anule a proibição de compra de seus produtos por agências federais norte-americanas

Em uma nova ofensiva contra o governo de Donald Trump, a Huawei anunciou nesta quarta-feira (29) que solicitou a um tribunal dos Estados Unidos que anule a “medida "tirânica" que proíbe a compra de seus produtos por parte das agências federais norte-americanas

"O governo americano não apresentou nenhuma prova que demonstre que a Huawei representa uma ameaça para a segurança. Não há arma, nem fumaça. Apenas suposições”, declarou Song Liuping, diretor jurídico da gigante chinesa de telecomunicações, em entrevista coletiva acompanhada pela AFP. "O sistema judicial é o último recurso para se obter justiça. A Huawei confia na independência e na integridade do sistema judicial americano", completou Song diante dos jornalistas na sede da empresa em Shenzhen, no sul da China.

O diretor jurídico explicou que a petição da Huawei para um julgamento sumário (procedimento que busca obter a decisão de um juiz sem a celebração de um julgamento completo) foi apresentada na terça-feira (horário americano, quarta-feira na China).

"O projeto de lei determina diretamente que a Huawei é culpada e impõe um amplo volume de restrições à Huawei com o objetivo evidente de expulsá-la do mercado americano", afirmou Song Liuping algumas horas antes, em um comunicado divulgado pelo canal estatal CCTV.

A Huawei já havia apresentado uma ação em março, no Texas, alegando que o Congresso americano não havia obtido provas que justificassem as restrições "inconstitucionais" aos produtos do grupo. As agências federais dos EUA estão proibidas também de trabalhar com outras companhias que sejam clientes do grupo chinês.

Em plena guerra comercial sino-americana, a administração Trump colocou a Huawei na lista negra de empresas suspeitas proibidas de comprar equipamentos tecnológicos dos EUA, o que ameaça a sobrevivência do grupo, já que seus smartphones dependem de componentes fabricados nos Estados Unidos. A batalha iniciada na justiça americana mostra que o grupo chinês pretende utilizar todos os recursos para evitar a exclusão da corrida pelo mercado da rede 5G, o futuro das telecomunicações de alta velocidade.

Washington alega que Pequim pode estar manipulando os sistemas da Huawei para espionar outros países e interferir em comunicações cruciais, e pede a outros países que evitem as redes 5G do grupo chinês. A imprensa informou que as empresas americanas Qualcomm e Intel, duas fabricantes importantes de processadores, anunciaram que deixarão de fornecer produtos ao grupo chinês quando terminar o prazo de suspensão da lei concedido pela Casa Branca.

A Huawei é líder mundial do setor de equipamentos para redes de telecomunicações e uma das principais fabricantes de smartphones, ao lado da Samsung e da Apple.

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