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DOCES E SALGADOS

29/05/2019 09:03 por Redação

Trabalhadores paralisam Argentina em mais uma grande greve contra Macri

Sem transporte de passageiros, escolas ou trabalho em repartições públicas e bancos, ruas de Buenos Aires estavam vazias antes das manifestações

A Argentina está paralisada nesta quarta-feira em razão de uma greve geral dos principais sindicatos do país contra as medidas de ajuste econômico do presidente Mauricio Macri. A crise vai solapando as aspirações do mandatário de centro-direita, no poder desde dezembro de 2015, de ser reeleito em outubro, observa a Reuters.

Sem transporte de passageiros, escolas ou trabalho em repartições públicas e bancos, muitas ruas de Buenos Aires estavam vazias antes das manifestações, agendadas por grupos que aderiram à medida de força convocada pela poderosa central sindical CGT. Para garantir o sucesso da greve, vários piquetes de organizações sociais e partidos de esquerda bloqueavam o trânsito de veículos em alguns acessos à capital argentina.

Controlada pelo peronismo, atualmente na oposição, a CGT demanda que o governo imponha aumentos salariais que os equiparem à inflação alta – que chegou a cerca de 50% nos últimos 12 meses – e a redução de alguns impostos que afetam os trabalhadores.

As elevadas tarifas de serviços são outro alvo dos protestos, já que os fortes reajustes nos últimos anos, com os quais o governo tentou reduzir seu déficit, são uma das causas de a pobreza ter atingido 32% da população neste ano, segundo dados oficiais.

Os aeroportos não estavam operando hoje por causa da greve, e não havia exportação de grãos a partir dos portos da área de Rosario, uma das regiões agroindustriais mais importantes do mundo.

Os efeitos da paralisação também serão sentidos no esporte: a final da Recopa Sul-Americana, entre River Plate e Athletico Paranaense, que deveria ser disputada hoje, em Buenos Aires, foi adiada para amanhã.

Macri almeja se manter na presidência na eleição de outubro, mas a queda nas pesquisas provocada pela crise econômica mostra que será difícil. A pré-chapa peronista de Alberto Fernández e da ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner lidera as sondagens.

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