Home > ADVILLAGE > Após veto de propaganda do BB, Planalto fará avaliação prévia de campanhas

ADVILLAGE

26/04/2019 07:46 por Advillage

Após veto de propaganda do BB, Planalto fará avaliação prévia de campanhas

Peças publicitárias de estatais passarão pelo crivo da Secom; filme retirado do ar mostrava a diversidade do povo brasileiro

WMCCANN BB SELFIE

Alcançou rápida repercussão nas redes sociais a nota publicada nesta quinta-feira (25) na coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo dando conta de uma interferência pessoal do presidente Jair Bolsonaro para a retirada de um filme publicitário do Banco do Brasil que entrou em veiculação nesta semana.

Segundo a nota, Bolsonaro procurou o presidente do banco, Rubem Novaes, para se queixar da peça. Não se sabe o motivo do desagrado, mas ficou decidido que o comercial sairia do ar. E o diretor de Comunicação e Marketing do BB, Delano Valentim de Andrade, responsável final pela aprovação da campanha, perderá o cargo logo que retornar das férias.

Funcionário de carreira do BB, Valentim era gerente-executivo e foi nomeado diretor em janeiro deste ano. Ele também é membro do Conselho Superior da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA). Suas funções serão assumidas interinamente pelo diretor de Estratégia e Organização do BB, Alexandre Alves de Souza.

Criado pela WMcCann, o comercial “Selfie”, que celebra a diversidade e exalta a operação digital do banco, é estrelado por atores e atrizes negros e jovens tatuados usando anéis e cabelos compridos, e marcadamente dirigido ao público jovem. 

Assista:

A agência retirou de seu site a página sobre a campanha - www.wmccann.com/trabalhos/selfie - e até o momento não se pronunciou oficialmente sobre o assunto. A WMcCann divide com a Lew Lara/TBWA a gorda conta publicitária do Banco do Brasil, cuja verba é de R$ 500 milhões.

Análise prévia - Segundo o Globo, após o veto imposto por Bolsonaro, as agências de publicidade que prestam serviços ao governo federal foram informadas que, a partir de agora, todas as peças deverão ser submetidas à avaliação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), comandada pelo  ministro da Secretaria de Governo, general Santos Cruz. Até então, somente os comerciais institucionais, aqueles visam a reforçar uma determinada marca e não um produto específico, costumavam passar pela Comunicação do Planalto.

Quarta vez

Esta é a quarta vez que o governo Bolsonaro determina a retirada de peças de comunicação por discordar do seu conteúdo, assinala o Estadão. A primeira medida ocorreu no início de janeiro, quando o Ministério da Saúde suspendeu a divulgação de uma cartilha voltada para população de mulheres trans, que estava no ar havia seis meses. De acordo com a pasta, o material publicitário trazia “incorreções técnicas”.

O segundo veto ocorreu no Carnaval. Na campanha de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, foram vetadas peças que mostravam casais do mesmo sexo. Em março, na terceira iniciativa censória, o presidente Bolsonaro anunciou que “mandaria recolher” uma caderneta voltada para adolescentes, com várias informações sobre saúde – incluindo questões de sexualidade - e calendário vacinal.

Siga-nos no Twitter

'
Enviando