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DOCES E SALGADOS

25/10/2019 10:11 por Redação

Argentinos escolhem novo presidente neste domingo

Alberto Fernández, peronista que tem Cristina Kirchner como vice, é franco favorito contra o atual presidente, Mauricio Macri

O candidato da oposição argentina, Alberto Fernández, favorito para ganhar as eleições presidenciais de domingo (27), e o atual presidente Mauricio Macri encerraram nesta quinta-feira (24) suas campanhas em busca dos votos que podem decidir uma eleição prevista para ser muito polarizada.  No total são seis candidatos, mas Fernández e Mauricio Macri juntos têm cerca de 87% das intenções de voto.

Em meio a uma grave crise econômica, o peronista Fernández, de 60 anos, conquistou uma diferença de quase 20 pontos percentuais sobre o liberal Macri nas primárias de agosto, uma distância que pode se repetir, de acordo com a maioria nas pesquisas de opinião realizadas na Argentina. 

Leia: Candidato peronista abre grande vantagem sobre Macri em primárias argentinas.

“Desde o primeiro dia vamos nos ocupar para sair do lugar em que ficaram os cinco milhões de pobres que Macri deixou”, disse Fernández a uma multidão no balneário de Mar del Plata, onde esteve acompanhado da ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner, candidata à vice-presidência. 

Em tentativa de reverter a diferença de votos, Mauricio Macri, também de 60 anos, iniciou um ciclo agitado em sua campanha há um mês, com ato diários, nos quais buscou levantar o ânimo de apoiadores, em baixa após o mau desempenho nas primárias. 

Ontem, Macri encerrou sua campanha eleitoral na província de Córdoba, o segundo distrito eleitoral do país e um dos poucos bastiões que ainda lhe restam.  Antes disso, convocou seus seguidores nas redes sociais para publicarem sua foto com o slogan “Sí, se puede”, bordão que surgiu no início dos anos 1970 no Arizona, durante campanha sindical de agricultores, e foi adaptado por Barack Obama (Yes, We Can”) em sua campanha eleitoral de 2008.

As chances de reeleição do atual presidente despencaram com a crise econômica que começou no ano passado e levou a uma inflação de mais de 50% anual e taxas de pobreza de quase 40%, assinala a Reuters.

Na Argentina, ganha-se no primeiro turno com 45% dos votos ou mesmo com 40% desde que haja uma diferença de dez pontos para o segundo colocado. Se não houver um vencedor no primeiro turno, os dois candidatos mais votados irão ao segundo turno, em 24 de novembro.

No domingo, além de escolher o presidente e o(a) vice, os eleitores votarão para o governo das províncias de Buenos Aires, Catamarca e La Rioja. Também haverá eleição para preencher metade das cadeiras da Câmara dos Deputados e um terço do Senado.

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