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DOCES E SALGADOS

25/10/2019 07:29 por Redação

Transações correntes tiveram déficit de US$ 3,5 bilhões em setembro

Rombo em 12 meses chegou a US$ 37,4 bi, ou 2,05% do PIB; houve queda das exportações e aumento do déficit em renda primária

Em setembro de 2019, o rombo em transações correntes totalizou US$ 3,5 bilhões, bem acima do déficit de US$ 194 milhões em setembro de 2018, influenciado pela redução no superávit da balança comercial de bens, de US$ 4,7 bilhões para US$ 1,7 bilhão no mesmo período. O déficit em transações correntes somou US$ 37,4 bilhões (2,05% do PIB) nos 12 meses encerrados em setembro, ante déficit de US$ 34,1 bilhões (1,86% do PIB) no período equivalente, até agosto.

Repetro – Em setembro, as exportações de bens totalizaram US$ 18,8 bilhões, recuo de 2,1% ante o mês correspondente de 2018. Na mesma base de comparação, as importações de bens aumentaram 18,0%, alcançando US$ 17,1 bilhões. Foram estimados US$ 1,5 bilhão de exportações e US$ 1,7 bilhão de importações em operações no âmbito do Repetro em setembro de 2019. Não há registro de operação relativas ao Repetro em setembro de 2018.

Desconsideradas essas operações do Repetro, as exportações teriam recuado 10,0%, enquanto as importações, cresceriam 6,2%.  No acumulado do ano, as exportações reduziram 5,5%, e as importações 0,2%, resultando em superávit comercial de US$ 28,6 bilhões, abaixo dos US$ 38,1 bilhões observados em período correspondente de 2018.

Serviços - O déficit na conta de serviços atingiu US$ 2,7 bilhões no mês, 9,5% superior ao de setembro de 2018, US$ 2,5 bilhões. Destaquem-se aumentos nas despesas líquidas de viagens, de US$ 1,2 bilhão para US$ 1,3 bilhão; de transportes, de US$ 412 milhões para US$ 505 milhões, e de telecomunicação, computação e informações, de US$ 132 milhões para US$ 220 milhões. Apesar do aumento do déficit em serviços no mês, o acumulado do ano, até setembro, situou-se no mesmo patamar de período equivalente do ano anterior.

Renda primária - O déficit em renda primária atingiu US$ 2,7 bilhões, contra um déficit de US$ 2,5 bilhões no mesmo mês do ano anterior. A elevação decorreu, principalmente, do aumento das despesas líquidas de juros, de US$ 1,4 bilhão para US$ 2,0 bilhões, na mesma base de comparação. No acumulado do ano, o déficit em renda primária totalizou US$ 37,8 bilhões, 25,0% superior ao observado em período correspondente de 2018.

Investimento direto - Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 6,3 bilhões no mês, resultado de ingressos líquidos de US$ 8,7 bilhões em participação no capital, e amortizações líquidas de US$ 2,4 bilhões em operações intercompanhia. No acumulado do ano, os ingressos líquidos de IDP somaram US$ 47,5 bilhões, 11,9% inferiores aos US$ 54,0 bilhões observados no mesmo período de 2018. No acumulado em 12 meses até setembro, os ingressos líquidos de IDP totalizaram US$ 70,4 bilhões, equivalentes a 3,85% do PIB (US$ 72,0 bilhões e 3,93% do PIB no acumulado em 12 meses até agosto).

Em setembro, houve saídas líquidas de US$ 4,9 bilhões em instrumentos de portfólio negociados no mercado doméstico, dos quais US$ 1,5 bilhão em ações e fundos de investimento, e US$ 3,4 bilhões em títulos de dívida. No ano, até setembro, as entradas líquidas de US$ 2,6 bilhões em instrumentos negociados no mercado doméstico decorreram dos ingressos líquidos de US$4,6 bilhões em títulos de dívida, que superaram as saídas líquidas de US$ 2,0 bilhões em ações e fundos de investimento.

Reservas internacionais

O estoque de reservas internacionais atingiu US$ 376,4 bilhões em setembro, correspondendo a 115,0% do estoque da dívida externa bruta. A redução de US$ 10,0 bilhões no estoque de reservas, relativamente à posição de agosto, decorreu principalmente da liquidação de US$ 11,2 bilhões de vendas no mercado à vista. A variação por preços contribuiu para reduzir o estoque de reservas em US$ 1,5 bilhão, enquanto os retornos líquidos de operações de linhas com recompra e a receita de juros contribuíram para elevar o estoque em US$ 2,3 bilhões e US$ 621 milhões, na ordem.

Acesse a Nota do Setor Externo do BC aqui (em pdf).

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