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DOCES E SALGADOS

25/03/2020 10:20 por Redação

IPCA-15 recua de 0,22%, em fevereiro, para 0,02% em março

É o menor resultado para março desde 1994; houve queda em todas as capitais pesquisadas e em cinco dos nove grupos de despesa

O IPCA-15 registrou variação de 0,02% em março, abaixo da taxa de 0,22% verificada na prévia de fevereiro. É o menor resultado para meses de março desde o lançamento do Plano Real, em 1994. Em março do ano passado o IPCA-15 variou 0,54%.

O acumulado no ano ficou em 0,95%. Em 12 meses, em 3,67%.

Calculado pelo IBGE, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 é uma prévia do IPCA do mês, usado como inflação oficial. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos de 11 localidades.

Os analistas ouvidos semanalmente para o Boletim Focus, do BC, estimam que o IPCA fechará o mês de março com variação de 0,11%. O resultado oficial será divulgado pelo IBGE no dia 9 de abril.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, cinco tiveram variação inferior à registrada na prévia de fevereiro:

Grupos de despesa em desaceleração:

• Educação, Leitura e Recreação: 3,61% na prévia de fevereiro para 0,61% na prévia de março
• Transportes: 0,20% para -0,80%
• Habitação: 0,07% para -0,28%
• Despesas Pessoais: 0,31% para 0,03%
• Artigos de Residência: 0,17% para -0,05%

A queda no grupo dos Transportes (-0,80%) ocorreu principalmente por conta das passagens aéreas (-16,88%), que tiveram queda de preços pelo terceiro mês consecutivo (-6,45% em janeiro e -6,68% em fevereiro). Os combustíveis, que haviam apresentado alta de 0,49% em fevereiro, registraram variação de -1,19% no mês de março, com as quedas da gasolina (-1,18%), do etanol (-1,06%), do óleo diesel (-1,95%) e do gás veicular (-0,89%).

Em aceleração:

• Saúde e Cuidados Pessoais: -0,29% para 0,84%
• Alimentação e Bebidas: -0,10% para 0,35%
• Comunicação: 0,02% para 0,33%

O grupo Alimentação e Bebidas (0,35%) apresentou alta em março, após queda de 0,10% no mês anterior. A alimentação no domicílio, que havia registrado queda em fevereiro (-0,32%), subiu 0,49% em março, influenciada pelas altas da cenoura (23,92%), do ovo de galinha (5,10%), do tomate (4,93%) e do leite longa vida (1,37%). Além disso, as carnes (-1,81%) apresentaram queda menos intensa em relação a fevereiro (-5,04%).

No que diz respeito à alimentação fora do domicílio (0,03%), observou-se desaceleração na comparação com o mês anterior (0,38%). Enquanto o lanche apresentou alta de 0,39%, a refeição apresentou queda de 0,08%, após alta de 0,66% no IPCA-15 de fevereiro.


Regiões – Na prévia de março, todas as 11 localidades investigadas registraram desaceleração em relação à prévia de fevereiro.

Os percentuais entre parênteses indicam as variações em 12 meses.

• Fortaleza: 0,86% em fevereiro para 0,48% em março (4,78% em 12 meses)
• Belo Horizonte: 0,52% para 0,42% (3,50%)
• Porto Alegre: 0,60% para 0,38% (3,73%)
• Goiânia: 0,52% para 0,29% (3,40%)
• São Paulo: 0,90% para 0,28% (4,12%)
Brasil: 0,71% para 0,22% (3,67%)
• Brasília: 0,29% para 0,19% (3,28%)
• Recife: 0,78% para 0,13% (3,34%)
• Salvador: 0,89% para 0,07% (3,63%)
• Belém: 1,13% para 0,03% (4,55%)
• Curitiba: 0,53% para -0,03% (3,76%)
• Rio de Janeiro: 0,47% para -0,03% (2,41%)

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