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DOCES E SALGADOS

25/03/2020 08:57 por Redação

Confiança do comércio tem maior queda desde 2010

Índice da FGV caiu 11,7 pontos em março, com forte piora das expectativas dos empresários do setor para os próximos meses

 O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas caiu 11,7 pontos em março, a maior queda em toda a série histórica, iniciada em abril de 2010. O ICOM passou de 99,8 para 88,1 pontos, o menor valor desde agosto de 2017 (85,6 pontos). Em médias móveis trimestrais, o índice recuou 2,9 pontos.

“A queda da confiança do comércio em março é um primeiro sinal do impacto da pandemia de coronavírus no setor”, diz o coordenador da Sondagem do Comércio da FGV IBRE, Rodolpho Tobler. “A forte queda foi decorrente da revisão de expectativas por parte dos empresários, que se mostram preocupados com o rumo dos negócios nos próximos meses. Por outro lado, a melhora do Índice de Situação Atual foi tímida e concentrada em alguns segmentos, como hiper e supermercados e artigos farmacêuticos. No curto prazo, a expectativa ainda é de redução do ritmo de vendas principalmente nesse período onde há necessidade de fechamento do comércio e isolamento dos consumidores”, avalia o economista.

Em março, a confiança caiu em todos os 6 segmentos. A piora do índice foi influenciada pela forte queda do Índice de Expectativas (IE-COM), que despencou 24,3 pontos, a maior queda do índice. O IE-COM caiu em todos os segmentos, e atingiu 82,7 pontos, o menor valor desde maio de 2016 (80,9 pontos). A forte redução do mês foi influenciada tanto pela deterioração das expectativas em relação as vendas e a tendência dos negócios nos próximos meses em todos os segmentos, mas mais forte no comercio de veículos e moveis e eletrodomésticos.

O Índice de Situação Atual (ISA-COM) subiu 1,3 ponto, saindo de 92,6 para 93,9 pontos. A melhora do ISA-COM ocorreu pela evolução positiva do indicador que mede o volume de demanda atual, que avançou 6,1 pontos, ao passar de 91,5 para 97,6 pontos.

Queda no primeiro trimestre

Após os resultados positivos nos últimos trimestres de 2019, a confiança caiu no primeiro trimestre de 2020. A queda foi intensificada pelo forte recuo das expectativas, mesmo antes do impacto do coronavirus no Brasil e registram a preocupação dos empresários do setor com os próximos meses. “Além das expectativas, o ISA-COM também voltou a cair depois de dois trimestres de alta, mostrando que mesmo antes do coronavírus, o setor já vinha em ritmo lento de recuperação”, conclui Rodolpho Tobler.

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