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DOCES E SALGADOS

24/10/2019 11:26 por Redação

Após dois meses de melhora, confiança do consumidor volta a cair em outubro

Indicador da FGV recuou entre consumidores com menor poder aquisitivo e cresceu entre aqueles renda superior a R$ 4,8 mil

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas recuou 0,3 ponto em outubro, para 89,4 pontos, após duas altas consecutivas. Em médias móveis trimestrais, o índice manteve-se no terreno positivo, ao subir 0,4 ponto no mês.

“A avaliação sobre a situação da economia no momento atual parece ser dúbia e por isso os indicadores que refletem perspectivas futuras continuam voláteis. As expectativas sobre a situação financeira melhoraram, mas as intenções de compras só se mantiveram mais altas para os consumidores de maior poder aquisitivo”, afirma Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das Sondagens do IBRE FGV.

“No quarto trimestre, a confiança deve se manter abaixo do patamar neutro, considerando a recuperação ainda lenta do mercado de trabalho, o que daria maior fôlego aos consumidores, e a incerteza elevada”, acrescenta a economista.

Em outubro, a percepção dos consumidores em relação a situação atual se manteve estável e o otimismo em relação aos próximos meses acomodou. O Índice de Situação Atual (ISA) segue com 77,4 pontos enquanto o Índice de Expectativas (IE) reduziu 0,4 ponto, para 98,3 pontos, se mantendo em patamar ainda abaixo do nível neutro de 100 pontos pelo sétimo mês consecutivo.

Entre os quesitos que compõem o ICC, o indicador que mede o grau de otimismo com a situação econômica futura foi o que mais contribuiu para a queda da confiança em outubro após recuar 1,5 ponto, para 114,3 pontos, o menor valor de junho de 2019 (111,9 pontos) mas acima do nível considerado neutro. Em sentido oposto, o indicador que mede a satisfação do consumidor sobre o momento atual da economia avançou 0,8 ponto, para 83,1 pontos, o maior valor desde março de 2019 (83,5).

Quanto à situação financeira das famílias, o indicador que mede a avaliação desse quesito no momento atual diminuiu pela segunda vez seguida, dessa vez de 73,1 pontos em setembro para 72,3 pontos em outubro, enquanto o indicador que mede o otimismo desse quesito em relação aos próximos seis meses subiu 1,7 ponto, para 101,1 pontos, retornando ao patamar acima dos 100 pontos.

A análise por faixas de renda mostra que houve queda da confiança dos consumidores com menor poder aquisitivo (renda familiar mensal até R$ 4,8 mil) e, em contrapartida, aumento da confiança para os consumidores com renda superior a R$ 4,8 mil. A maior contribuição para a queda do ICC no mês vem da renda baixa (até R$ 2,1 mil) cujo índice caiu 1,5 ponto, para 85,6 pontos, devido a piora das expectativas, principalmente em relação à situação econômica nos próximos seis meses. O ICC das famílias com renda alta (acima de R$ 9,6 mil), no entanto, subiu 1,6 ponto, para 94,4 pontos, impulsionado por um crescimento da intenção de compras de bens duráveis pelo segundo mês consecutivo.

A edição de outubro do ICC coletou informações de 1.788 domicílios entre os dias 1º e 21 de outubro.

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