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DOCES E SALGADOS

24/01/2020 09:47 por Redação

Após a melhora em dezembro, confiança do consumidor volta a cair em janeiro

Queda da intenção de compras de bens duráveis nos próximos meses foi o que mais influenciou o indicador da FGV

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas recuou 1,2 ponto em janeiro, para 90,4 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 0,3 ponto.

Em janeiro, tanto as avaliações sobre o presente quanto as expectativas em relação aos próximos meses pioraram. O Índice de Situação Atual (ISA) diminuiu 0,9 ponto, para 78,7 pontos, a primeira queda após duas altas consecutivas. Com a baixa de 1,4 ponto, o Índice de Expectativas (IE) deixou a zona de neutralidade, caindo para 98,9 pontos, e exerceu a maior influência para a queda do ICC no mês.

Entre os quesitos que integram o ICC, o indicador que mede a intenção de compras de bens duráveis nos próximos meses foi o que mais influenciou a queda da confiança esse mês ao cair 5,4 pontos, para 76,3 pontos, o menor nível desde maio de 2017 (74,7 pontos).

O resultado parece estar relacionado a piora da percepção dos consumidores sobre a situação financeira da família no momento. O indicador que mede a satisfação com as finanças familiares caiu 3,2 pontos, para 73,2 pontos, enquanto as expectativas se mantiveram relativamente estáveis como indicador variando -0,4 ponto, para 100,9 pontos, um patamar considerado otimista.

Houve queda da confiança para consumidores de todas as classes de renda, exceto para aqueles com renda familiar mensal entre R$ 2,1 mil e R$ 4,8 mil. A maior contribuição negativa veio dos consumidores de maior poder aquisitivo (renda familiar mensal superior a R$ 9,6 mil) cujo índice de confiança recuou 2,4 pontos influenciado pela redução no ímpeto de compra de bens duráveis nos próximos meses.

“Há uma percepção de piora da situação financeira familiar principalmente para os consumidores com menor poder aquisitivo, que pode estar relacionada à pressão recente nos preços de alimentos”, comenta Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das sondagens do IBRE/FGV. “Em relação ao futuro, houve redução do ímpeto de compras de duráveis, tendência que pode implicar num efeito redutor sobre o consumo nos próximos meses, caso se mantenha. Para que a confiança avance mais rapidamente, continua sendo necessária a aceleração da recuperação do mercado de trabalho e a redução da incerteza que ainda se mantém em níveis altos em termos históricos”.

A edição de janeiro do ICC coletou informações de 1.692 domicílios entre os dias 2 e 21 de janeiro.

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