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DOCES E SALGADOS

24/01/2020 07:25 por Redação

Petrobras inicia fase não vinculante para venda da BSBios

Estatal quer se desfazer das ações da Petrobras Biocombustíveis na empresa, que possui usinas no Paraná e Rio Grande do Sul

BSBIOS
A Petrobras iniciou a fase não vinculante (preliminar) referente à venda da totalidade de ações da BSBios Indústria e Comércio de Biodiesel Sul Brasil S/A (BSBios) de posse da Petrobras Biocombustíveis S/A (PBio). A PBio detém 50% de participação na BSBios e realizará a venda em conjunto com a sua sócia, a RP Biocombustíveis S/A, que detém os 50% restantes.

Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão um memorando descritivo contendo informações mais detalhadas sobre a companhia em questão, além de instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para elaboração e envio das propostas não vinculantes.

A BSBios foi fundada em abril de 2005, com a finalidade de produzir biodiesel. A planta foi instalada em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, perto da produção de soja e canola, suas principais fontes de matéria-prima. A usina de biodiesel de Passo Fundo tem capacidade de produção de 288 mil m³/ano (com previsão de ampliação para 414 mil m³/ano de biodiesel em 2020), capacidade de esmagamento de 1.152 mil toneladas/ano e capacidade de armazenamento de 120 mil toneladas de grãos, 60 mil toneladas de farelo e 7,5 mil m³ de biodiesel.

Em maio de 2010, foi inaugurada oficialmente a BSBios Marialva, para produzir biodiesel através de óleo vegetal, extraído da soja e de gorduras animais. Localizada no município de Marialva, no Paraná, a usina de biodiesel possui capacidade de produção de 414 mil m³/ano e capacidade de armazenamento de 3 mil m³ de óleo vegetal, 1,5 mil m³ de gordura animal e 4,5 mil m³ de biodiesel.

Sem biocombustíveis

Em setembro de 2016, a Petrobras oficializou a intenção de deixar o segmento de biocombustíveis em seu Plano de Negócios e Gestão 2017-2021. O documento, aprovado pelo Conselho de Administração da companhia, prevê a retirada “integral” da estatal dos setores de produção de biocombustíveis, distribuição de GLP (gás de cozinha), produção de fertilizante e das participações da companhia na petroquímica para, segundo a empresa, “preservar competências tecnológicas em áreas com maior potencial de desenvolvimento”.

 

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