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DOCES E SALGADOS

23/01/2020 08:15 por Redação

Coronavírus: reforço do controle em portos e aeroportos

Anvisa adota medidas de orientação e controle de viajantes, mas não há restrições de viagem; vírus surgiu na China há algumas semanas

A Organização Pan-Americana da Saúde emitiu um alerta aos seus países-membros sobre o novo coronavírus (nCoV), um vírus que causa pneumonia e já matou 17 pacientes na China desde dezembro. Mais de 500 foram infectadas em cinco países além da China: Estados Unidos, Japão, Tailândia, Taiwan e Coreia do Sul.

A recomendação da Opas é que “os profissionais de saúde tenham acesso a informações atualizadas sobre a doença. Os trabalhadores também devem estar familiarizados com os procedimentos para obter informações sobre o histórico de viagens de um paciente, a fim de conectar essas informações aos dados clínicos”. 

Os coronavírus são uma grande família de vírus que causam doenças que variam do resfriado comum a doenças mais graves, como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers-CoV) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars-CoV).  

Os centros de controle e prevenção de doenças identificaram um grande mercado de frutos do mar na megalópole de Wuhan como a origem das infecções. O mercado foi fechado para limpeza e desinfecção. Situada no centro da China, Wuhan possui uma população de 11 milhões de habitantes. Além da megalópole, Pequim, Xangai e Shenzhen também já registraram casos da doença.

Brasil - Em nota divulgada no início da noite desta quarta-feira (22), o Ministério da Saúde afirma que “até o momento não há detecção de nenhum caso suspeito, no Brasil, de pneumonia indeterminada relacionado ao evento na China”.

A Anvisa, por sua vez, definiu algumas medidas iniciais para orientar os pontos de entrada em portos, aeroportos e fronteiras sobre o novo coronavírus: 

• Orientação das equipes de vigilância sanitária e dos postos médicos dos pontos de entrada para a detecção de casos suspeitos e utilização de equipamento de proteção individual, conforme descrito nos protocolos da Anvisa para capacidade e resposta a eventos de saúde pública. 
• Aumento da sensibilidade para detecção do novo vírus.
• Reforço das orientações para notificação imediata de casos suspeitos nos pontos de entrada. 
• Intensificação dos procedimentos de limpeza e desinfecção nos terminais e utilização de equipamentos de proteção individual, conforme protocolos.

Febre hemorrágica brasileira

No dia 17 de janeiro, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo comunicou o Ministério da Saúde a existência de um caso confirmado de febre hemorrágica brasileira, causada pelo arenavírus. A vítima foi um adulto, morador de Sorocaba (SP). O homem, de 53 anos, morreu no dia 11 no Hospital das Clínicas de São Paulo.

O caso, que só foi confirmado seis dias após o óbito, é o primeiro da doença no Brasil desde 1999. A vítima morava em Sorocaba, mas viajou durante o mês de dezembro para as cidades de Itapeva, Itaporanga, Pariquera-Açu e Eldorado, todas no interior paulista, e apresentou os sintomas iniciais da doença no dia 30 daquele mês.

De acordo com o médico infectologista e diretor clínico do Grupo Fleury, Celso Granato, ouvido pelo El País, é provável que ele tenha sido infectado nas áreas rurais de alguma das cidades que visitou e, apesar da gravidade, o caso não representa um risco de epidemia ao resto da população.

Saiba mais sobre a febre hemorrágica brasileira aqui.

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