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21/08/2019 11:40 por Redação

Endereçamento da agenda fiscal deixará upgrade de nota brasileira mais próximo

Brasil possui fundamentos externos sólidos; por que, então, temos uma classificação de risco semelhante inferior às do México e da Colômbia?

Mariana Silva de Freitas e Fernando Honorato Barbosa*

O Brasil possui fundamentos externos sólidos que o diferencia de outros pares. Uma análise mais detalhada do passivo e da dívida externa sugere que o risco de default é mínimo – o que está precificado, inclusive, em nosso CDS. Por que, então, temos uma classificação de risco semelhante à de países como a Turquia e inferior às do México e da Colômbia?

Há outros vetores importantes considerados pelas agências, e, nesse sentido, o desempenho das contas públicas é a maior vulnerabilidade do Brasil. A tabela abaixo mostra que, quando comparado a outros emergentes, o Brasil apresenta, de fato, indicadores fiscais piores. Ao agregar outras variáveis, porém, nosso indicador de vulnerabilidade fica próximo ao de países que hoje são grau de investimento, como Colômbia e Indonésia. Muito disso se deve aos fundamentos externos sólidos.

Com o endereçamento da agenda fiscal, portanto, acreditamos que há espaço para upgrade do Brasil pelas principais agências de risco, ainda que o timing disso seja bastante incerto. A aprovação de uma reforma da previdência robusta na Câmara reduziu de forma importante o risco da insolvência fiscal, trazendo alguma previsibilidade para a trajetória da dívida nos próximos anos.

Reunimos alguns elementos que mostram a robustez dos fundamentos externos do Brasil e que, junto com o endereçamento fiscal, justificam uma reavaliação da nota brasileira.

Clique no botão DOWNLOAD, logo abaixo, para ler o artigo com gráficos e tabelas.

* Mariana Silva de Freitas e Fernando Honorato Barbosa (diretor) são economistas do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco.

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