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DOCES E SALGADOS

21/02/2020 10:32 por Redação

Transações correntes tiveram rombo de US$ 11,9 bilhões em janeiro

Déficit em 12 meses chegou a US$ 53,3 bi, ou 2,85% do PIB; houve retração de US$ 3,6 bilhões no saldo da balança comercial

Em janeiro de 2020, o déficit em transações correntes totalizou US$ 11,9 bilhões, acima do déficit de US$ 9,0 bilhões no primeiro mês de 2019. A elevação decorreu da retração de US$ 3,6 bilhões no saldo da balança comercial, parcialmente compensada pelas reduções de US$ 506 milhões e de US$ 182 milhões nas despesas líquidas de renda primária e de serviços, respectivamente, e pelo aumento das receitas líquidas de renda secundária, US$ 96 milhões.

O déficit em transações correntes nos 12 meses encerrados em janeiro de 2020 somou US$ 52,3 bilhões (2,85% do PIB), ante US$ 49,5 bilhões (2,69% do PIB), em 2019. 

Os dados são da Nota do Setor Externo, divulgada nesta sexta-feira (21) pelo Banco Central.

Balança comercial - As exportações de bens totalizaram US$ 14,5 bilhões em janeiro, um recuo de 19,5% em relação ao mesmo período de 2019. Na mesma base de comparação, as importações de bens aumentaram 0,6%, para US$ 17,1 bilhões.

As importações de bens no âmbito do Repetro foram estimadas em US$ 2,1 bilhões para o primeiro mês de 2020. Em janeiro de 2019, as importações líquidas cursadas pelo Repetro totalizaram US$ 800 milhões.

Serviços - O déficit na conta de serviços atingiu US$ 2,7 bilhões no mês, 6,4% inferior ao resultado de janeiro de 2019. Destacaram-se o incremento na receita líquida de outros serviços de negócio, de US$ 526 milhões para US$ 831 milhões, e a redução nas despesas líquidas em viagens, de US$ 986 milhões para US$ 857 milhões. Em sentido oposto, houve aumento nas despesas líquidas de aluguel de equipamentos, de US$ 931 milhões para US$ 1,3 bilhão.

Renda primária - O déficit em renda primária caiu 7,0% na comparação com janeiro/19, somando US$ 6,8 bilhões. Os gastos líquidos com juros somaram US$ 4,0 bilhões no mês, redução de 13,3% na comparação interanual, com redução de despesas e estabilidade nas receitas. As despesas líquidas de lucros e dividendos somaram US$ 2,8 bilhões, aumento de 4,1% ante janeiro de 2019.

Investimentos - Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 5,6 bilhões no mês, compostos por ingressos líquidos de US$ 4,5 bilhões em participação no capital e de US$ 1,1 bilhão em operações intercompanhia. Nos 12 meses até janeiro, o IDP totalizou US$ 78,4 bilhões, correspondendo a 4,26% do PIB. Em 2019, os fluxos líquidos de IDP alcançaram US$ 78,6 bilhões (4,27% do PIB). 

O ingresso líquido de investimento em portfólio no mercado doméstico somou US$ 1,5 bilhão no mês, com saídas líquidas de US$ 4,1 bilhões em ações e fundos de investimento, e ingressos líquidos de US$ 5,6 bilhões em títulos de dívida. Em janeiro/19 houve ingressos líquidos de US$ 6,7 bilhões, resultado de ingressos líquidos US$ 3,7 bilhões em ações e de US$ 3,0 bilhões em fundos de investimentos. No acumulado em 12 meses, as saídas líquidas somaram US$ 12,9 bilhões.

Reservas internacionais

O estoque de reservas internacionais atingiu US$ 359,4 bilhões em janeiro de 2020. O incremento de US$ 2,5 bilhões nesse estoque, relativamente à posição de dezembro, decorreu principalmente da variação por preço, que gerou ganhos de US$ 2,1 bilhões. A receita de juros adicionou US$ 585 milhões ao estoque, enquanto a variação por paridades contribuiu para reduzi-lo em US$ 251 milhões.

Exportações: revisão

A Secex revisou as estatísticas de exportações de bens para todos os meses de 2019, o que implicou aumento de US$ 1,4 bilhão ao acumulado do ano. Agosto de 2019 concentrou os valores revisados (com acréscimo de US$ 1,0 bilhão), enquanto os demais meses do ano alternaram elevações e reduções. 

Leia mais: Brasileiros gastaram, em janeiro, 1,43 bilhão de dólares no exterior.

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