Home > ADVILLAGE > Partidos entram com ação contra Bolsonaro por ofensas a jornalista

ADVILLAGE

21/02/2020 09:17 por Advillage

Partidos entram com ação contra Bolsonaro por ofensas a jornalista

Representação que aponta quebra de decoro foi apresentada na PGR por um grupo de 71 deputados e senadores

Um grupo de 71 senadores e deputados da Rede Sustentabilidade, do PSol e do PT entrou com uma representação na Procuradoria Geral da República contra o presidente Jair Bolsonaro. Eles argumentam que Bolsonaro quebrou o decoro exigido para o cargo máximo do país “ao se utilizar de declarações potencialmente falsas para fazer insinuações levianas, sexistas, machistas e misóginas” contra a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que Bolsonaro fez um ataque contra as mulheres e a democracia ao atentar contra a dignidade humana, assegurada na Constituição. Ele citou que a representação tem como base um julgamento recente do Supremo Tribunal Federal.

“Fundamentamos este crime baseado inclusive no mandado de injunção julgado ano passado pelo STF, número 4.733, que estabeleceu que qualquer tipo de preconceito contra grupos vulneráveis, e se trata aqui da vulnerabilidade de ofensas às mulheres, compreende na sua dimensão social crime de todos os tipos”, declarou Randolfe.

Vice-líder do governo, senador Chico Rodrigues (DEM-RR) negou que Bolsonaro tenha ofendido a jornalista. “O presidente Bolsonaro tem um jeito diferente de tratar várias situações, e, na verdade, sem nenhuma humilhação sem nenhum ataque, sem diminuir a qualidade a importância dos jornalistas. Às vezes, ele é provocado e qualquer ser humano quando provocado reage. Portanto, eu acho que isso é mais política do que mais um problema jurídico, um problema que possa levar o presente aos tribunais”, afirmou.

Ao fazer a declaração a um grupo de pessoas em frente ao Palácio da Alvorada, na última terça-feira (18), Bolsonaro estava reverberando a fala de um ex-funcionário da empresa de marketing digital Yacows durante depoimento à CPMI das Fake News prestado no dia 11. Em plena audiência no Congresso Nacional, Hans River do Nascimento afirmou que a repórter da Folha se insinuou sexualmente a ele em troca de informações para uma reportagem. Por seu depoimento falso, ele será reconvocado e poderá ter os sigilos quebrados.

Se o procurador-geral da República, Augusto Aras, acatar a representação do grupo de parlamentares, o que analistas consideram improvável, poderá ser oferecida denúncia ao STF por crime comum contra Bolsonaro.

Com Agência Senado

Leia mais:
reagem a insulto de Bolsonaro contra repórter
Ataque a jornalista na CPI das Fake News gera onda de solidariedade

Siga-nos no Twitter

'
Enviando