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DOCES E SALGADOS

20/04/2017 09:14 por Redação

IPCA-15 varia 0,21% em abril, acima da taxa de março

Apesar da alta, é a menor variação para o mês desde 2006; houve aceleração em quatro dos nove grupos, com destaque para Alimentação

O IPCA-15 registrou variação de 0,21% em abril, acima da taxa de 0,15% verificada na prévia de março. É o menor índice para meses de abril desde 2006 (0,17%). Em abril do ano passado o IPCA-15 variou 0,51%. O acumulado em 12 meses fica em 4,41%. No ano, em 1,22%.

Calculado pelo IBGE, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 é uma prévia do IPCA do mês, usado como inflação oficial. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos de 11 localidades.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, quatro tiveram aceleração de preços quando comparados a fevereiro: com destaque para Alimentação e Saúde. No sentido contrário, a principal baixa foi anotada em Habitação.

Alimentação e Bebidas - O tomate, 30,79% mais caro, se destaca na liderança no ranking dos maiores impactos no índice. Além dele, outros produtos passaram a custar mais de março para abril, a exemplo da batata-inglesa (11,63%), dos ovos (5,50%) e do leite longa vida (1,49%).

Saúde e Cuidados Pessoais - Os remédios sobressaem com alta de 0,86%, refletindo parte do reajuste anual, que passou a valer a partir de 31 de março, variando entre 1,36% e 4,76%, conforme o tipo do medicamento. Plano de saúde (1,07%), artigos de higiene pessoal (0,92%) e serviços médicos e dentários (0,89%) também exerceram influência sobre o resultado.

Grupos de despesa em aceleração:

• Alimentação e Bebidas: -0,08% em março para 0,31% em abril
• Saúde e Cuidados Pessoais: 0,48% para 0,91%
• Vestuário: -0,02% para 0,44%
• Comunicação: -0,31% para 0,18%

Em desaceleração:

• Habitação: 0,64% para 0,39%
• Educação: 0,87% para 0,14%
• Artigos de Residência: -0,30% para -0,43%
• Transportes: -0,16% para -0,44%
• Despesas Pessoais: 0,30% para 0,23%

Regiões – Em abril, seis das 11 localidades pesquisadas tiveram aceleração do IPCA-15. O maior índice regional (0,53%) foi verificado no Recife, sob pressão da gasolina (+5,03%). O menor índice (-0,07%) foi anotado em Belo Horizonte, por influência de combustíveis (-3,32%).

Os percentuais entre parênteses indicam as variações em 12 meses.

• Recife: 0,06% para 0,53% (5,17%)
• Rio de Janeiro: 0,20% para 0,51% (5,14%)
• Brasília: -0,08% para 0,42% (4,57%)
• Goiânia: -0,17% para 0,39% (2,75%)
• Porto Alegre: 0,08% para 0,35% (4,05%)
Brasil: 0,15% para 0,21% (4,41%)
• São Paulo: 0,27% para 0,17% (4,40%)
• Salvador: -0,07% para 0,11% (4,84%)
• Fortaleza: 0,57% para 0,07% (6,32%)
• Curitiba: 0,37% para 0,06% (2,99%)
• Belém: 0,15% para -0,03% (4,260%)
• Belo Horizonte: repetiu a taxa de -0,077% (4,45%)

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