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DOCES E SALGADOS

18/05/2017 10:30 por Redação

Pnad Contínua: subutilização da força de trabalho atinge 26,5 milhões de pessoas

No 1º trimestre/17, taxa que inclui a desocupação por insuficiência de horas chegou a 24,1%, contra 22,2% no trimestre anterior

A taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou em 24,1% no 1º trimestre de 2017 (janeiro-fevereiro-março), acima do resultado do 4º trimestre de 2016 (22,2%) e do 1º trimestre de 2016 (19,3%).

Essa taxa composta agrega a taxa de desocupação, taxa de subocupação por insuficiência de horas e da força de trabalho potencial.

No Brasil, eram 26,5 milhões de pessoas nessa condição no primeiro trimestre do ano, contra 24,3 milhões no último trimestre do ano passado, um aumento de 7,8%, ou 1,9 milhão de pessoas a mais nessa situação.

Nordeste e Sudeste - No 1º trimestre de 2017, a taxa de desocupação no Brasil foi estimada em 13,7%, alta de 1,7 ponto percentual em comparação com o 4º trimestre de 2016 (12,0%); em relação ao 1º trimestre de 2016 (10,9%) houve elevação de 2,8 pontos percentuais.

Também no confronto anual, houve crescimento desse indicador em todas as grandes regiões: Norte (de 10,5% para 14,2%), Nordeste (de 12,8% para 16,3%), Sudeste (de 11,4% para 14,2%), Sul (de 7,3% para 9,3%) e Centro-Oeste (de 9,7% para 12,0%). A Região Nordeste permanece registrando a maior taxa de desocupação dentre todas as regiões, seguida pelo Sudeste.

Jovens - A taxa de desocupação dos jovens de 18 a 24 anos de idade (28,8%) continuou a apresentar patamar superior ao estimado para a taxa média total. Este comportamento foi verificado tanto para o Brasil, quanto para cada uma das cinco grandes regiões, onde a taxa oscilou entre 19,1% (Sul) e 32,9% (Nordeste). Já nos grupos de pessoas de 25 a 39 e de 40 a 59 anos de idade, este indicador foi de 12,8% e 7,9%, respectivamente.

Insuficiência de horas e desocupação - A taxa combinada de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas e desocupação foi de 18,8%. No trimestre anterior, o indicador havia ficado em 17,2% e, no 1º trimestre de 2016, em 15,0%.

Essa taxa agrega pessoas ocupadas com uma jornada de menos de 40 horas semanais, mas que gostariam de trabalhar em um período maior somadas às pessoas desocupadas.

Desocupação e força de trabalho potencial - A taxa combinada da desocupação e da força de trabalho potencial, foi de 19,3%, acima dos 17,4% registrados no trimestre anterior e dos 15,4% apurados no primeiro trimestre de 2016.

Essa taxa aglutina as pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram trabalho, ou que procuraram mas não estavam disponíveis para trabalhar (força de trabalho potencial).

Massa salarial - A massa de rendimento médio real habitualdos ocupados (R$ 182,9 bilhões para o país com um todo) com maior registro regional no Sudeste (R$ 95,1 bilhões).

Leia: PNAD Contínua: desemprego subiu para 13,7% no trimestre encerrado em março.

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