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DOCES E SALGADOS

18/05/2017 08:24 por Redação

Imprensa internacional repercute gravação com Michel Temer

The New York Times foi um dos primeiros a reportar escândalo; caso

Diversos veículos da imprensa internacional repercutiram as gravações do presidente Michel Temer, que teria supostamente incentivado a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, condenado a mais de 15 anos de prisão por corrupção. A compilação é da Rádio França Internacional.

Um dos primeiros jornais a divulgar o escândalo foi o The New York Times. Segundo o diário americano, Temer “endossou propina de empresários” na gravação feita pelo dono da JBS, Joesley Batista, no dia 7 de março no Palácio do Jaburu, ocorrida no âmbito de uma delação premiada de Cunha.

A matéria também lembra a baixa popularidade de Temer, com apenas 4% de aprovação. “92% dos brasileiros pensam que ele está no caminho errado”, destaca o jornal americano. O The Washington Post também cita o caso, salientando que Temer nega a denúncia.

Para o diário espanhol El Pais, essa nova relação “estremece” o Brasil. O argentino El Clarín lembra que foi o dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, que entregou a gravação ao Ministério Público. E lembra também que Eduardo Cunha foi quem desatou o processo de impeachment que culminou na queda da presidente Dilma Rousseff, “com a grande maioria da Câmara”.

O português O Público destaca em manchete que um empresário gravou o presidente Temer autorizando suborno a Eduardo Cunha. O inglês The Guardian também lembra que o presidente brasileiro vive uma de suas maiores crises.

Crise instalada

Segundo o jornal francês Le Monde, os dias do presidente Michel Temer parecem contados, após a revelação que levou vários brasileiros às ruas para pedir sua demissão do cargo. O Le Monde também lembra que a pressão popular é forte. Para o professor de Ciências Políticas Carlos Melo, ouvido pelo diário, ainda é cedo para saber quais serão as consequências. “No país sempre há espaço para a conciliação”, diz.

Poucos acreditam, entretanto, na sobrevivência de Temer, impopular e citado inúmeras vezes na operação Lava Jato. “Isso está cheirando impeachment. É muito grave, a crise está instalada e o Congresso vai parar”, disse Marco Antonio Carvalho Teixeira, professor de Ciências Políticas da Fundação Getúlio Vargas.

Leia mais: Notícia de conversa gravada com Temer sacode Brasília.

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