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DOCES E SALGADOS

18/02/2020 11:05 por Redação

Coronavírus afeta a saúde financeira da Apple, Disney e outras gigantes

Grupos fortes de diveros setores revisam suas projeções em razão de perdas no imenso mercado chinês

A Apple já admitiu que não irá alcançar suas metas de vendas trimestrais devido à epidemia do novo coronavírus, um sinal de que a desaceleração da produção e do consumo na China, onde o vírus já matou mais de 1.800 pessoas, afeta cada vez mais as grandes empresas.

A crise da saúde pesa tanto na oferta quanto na demanda. No caso da Apple, seus smartphones são fabricados na China, o que dificulta o abastecimento, assinala a AFP. As vendas também caíram devido ao fechamento temporário de suas lojas naquele país.

Neste contexto, as ações da Apple sofreram uma queda de 3% nesta terça-feira (18) na abertura de Wall Street, após o anúncio de um declínio em suas previsões trimestrais devido ao impacto do novo coronavírus.

A Apple anunciou ontem (17) que não alcançaria sua previsão de faturamento no segundo trimestre (entre 63 e 67 bilhões de dólares) devido à epidemia. No final de janeiro, durante o anúncio de resultados recordes graças a uma forte demanda pela linha do iPhone 11, a Apple enfatizou que a epidemia gerava incertezas.

A empresa afirmou, no entanto, que apenas na China sua demanda diminui. “Estamos no processo de reabrir progressivamente nossas lojas e continuaremos a fazê-lo da maneira mais segura possível”. “Nossos pensamentos estão com as comunidades e indivíduos mais afetados pela doença (...). A Apple mais que dobrará a doação anunciada para apoiar esse esforço histórico pela saúde pública”, contemporizou a empresa.

A Apple não é o primeiro grupo a modificar suas previsões devido à epidemia. O grupo francês de bebidas Pernod Ricard revisou suas metas de resultados anuais na semana passada. A China, seu segundo mercado, é onde são feitas 10% de suas vendas globais.

Luxo - A indústria de luxo está particularmente preocupada, relata a AFP. A Kering, dona de marcas como Yves Saint Laurent e Gucci, entre outras, também registrou um declínio acentuado em suas vendas na China, e a grife de moda londrina Burberry alertou para um “impacto negativo importante”.

Carros - Vários fabricantes de automóveis também foram igualmente afetados pela crise de saúde em Wuhan. Nessa região estão instalados DongFeng, o segundo fabricante na China, vários subempreiteiros, bem como os grupos franceses Renault e PSA (Peugeot-Citroën). A japonesa Toyota e a alemã Volkswagen tiveram que adiar o reinício da produção em suas fábricas de montagem.

A Tesla, construtora de veículos elétricos de ponta, anunciou durante a publicação de seus resultados no final de janeiro que sua fábrica de Xangai permanecerá fechada por ordem do governo chinês, o que causará atrasos na produção de seu Model 3 e poderá afetar levemente os ganhos trimestrais.

Disney - A gigante do entretenimento Disney estimou que seus parques de diversão em Xangai e Hong Kong poderiam perder um total de US$ 280 milhões se permanecerem fechados por dois meses.

Europa - Em Bruxelas, o presidente do Eurogrupo, que reúne os 19 ministros da economia da zona do euro, afirmou segunda-feira que espera um impacto “temporário” do novo coronavírus no crescimento europeu.

“O surgimento e disseminação do coronavírus e seu impacto na saúde pública, na vida humana e na atividade econômica são uma fonte de crescente preocupação”, afirmou a Comissão Europeia na quinta-feira (13) em comunicado.

Leia mais: Diretor de hospital em Wuhan morre vítima do coronavírus.

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