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DOCES E SALGADOS

18/02/2020 10:32 por Redação

Diretor de hospital em Wuhan morre vítima do coronavírus

Liu Zhiming era chefe do Hospital Wuchang, que atende pacientes infectados no epicentro do surto

O chefe do principal hospital da cidade chinesa de Wuhan, epicentro do surto de coronavírus, morreu nesta terça-feira (18) em decorrência da doença, enquanto a epidemia impactava o desempenho das bolsas de valores de todo o mundo.

A televisão estatal chinesa informou que o neurocirurgião Liu Zhiming, de 50 anos, diretor do Hospital Wuhan Wuchang, morreu às 10h30 (horário local), tornando-se o sétimo trabalhador da área de saúde a morrer por causa da doença. O hospital foi designado para tratar somente pacientes infectados pelo vírus, assinala a Reuters.

O número de novos casos de infecção pelo novo coronavírus na China continental ficou abaixo de 2 mil pela primeira vez desde janeiro, mas o vírus ainda está longe de estar contido. O isolamento de cidades adotado pela China e duras restrições sobre viagens e movimentações limitaram a disseminação do vírus fora do epicentro, mas a um grande custo para a economia e para os negócios globais.

Dezenas de feiras comerciais e conferências industriais foram adiadas por causa das restrições às viagens e preocupações com a disseminação do vírus, potencialmente impedindo a concretização de bilhões de dólares em acordos.

Atualização

Segundo os dados mais recentes da John Hopkins University, que atualiza um mapa online em tempo real com informações da Organização Mundial de Saúde e outros órgãos, já foram confirmados 73.337 casos da doença em 29 países/regiões: China continental (72.439); Cingapura (77); Japão (66); Hong Kong (61); Tailândia (35); Coreia do Sul (31); Malásia (22); Taiwan (22); Alemanha (16); Vietnã (16); Austrália (15); Estados Unidos (15); França (12); Macau (10); Reino Unido (9); Emirados Árabes (9); Canadá (8); Índia (3); Filipinas (3); Itália (3); Rússia (2); Espanha (2); Nepal (1); Camboja (1); Bélgica (1); Finlândia (1); Suécia (1); Egito (1) e Sri Lanka (1). O número total inclui 454 casos detectados em passageiros do navio de cruzeiro marítimo Diamond Princess, que está ancorado no porto de Yokohama, no Japão.

Até o momento, 1.875 pessoas morreram por complicações causadas pelo coronavírus, das quais 1.870 na China. Houve óbitos também no Japão, Filipinas, Hong Kong, França e Taiwan.

Brasil

O número de casos suspeitos de infecção por coronavírus no Brasil manteve-se inalterado em três, informou o Ministério da Saúde. As amostras dos pacientes ainda não foram analisadas pelos laboratórios de referência.

“Os três casos são recentes, dois deles ainda estão sendo analisados pelo Lacen [Laboratório Central de Saúde Pública] e um está sendo encaminhado do Lacen para nosso laboratório especializado”, disse o secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo.

É possível que os casos sejam descartados para coronavírus ainda no Lacen ou que necessitem de uma análise mais detalhada, como sugere o caso de um dos pacientes.

Navio chinês no porto de Santos – Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), as condições climáticas e de marés não permitiram o atracamento do navio Kota Pemimpin no Porto de Santos. Haverá uma nova tentativa de atracação na madrugada desta quarta-feira (19). Se isso ocorrer, a Anvisa irá a bordo da embarcação chinesa às 8h de quarta-feira para inspecionar a embarcação.  

“A ação faz parte do reforço de medidas da Anvisa em relação ao coronavírus, já que o navio teve o relato de dois casos com sintomas de tosse e febre. Neste momento, porém, não há nenhum tripulante doente no navio, não havendo motivo para preocupação”, diz a agência. 

A inspeção na embarcação é necessária para que a Anvisa possa emitir o Certificado de Livre Prática (CLP), documento fornecido a todas as embarcações regulares que atracam nos portos brasileiros. Na maior parte dos casos, o documento é concedido de forma eletrônica (via rádio). No entanto, diante da comunicação de algum evento de saúde pelo capitão da embarcação, a emissão é vinculada a uma inspeção a bordo. 

Carnaval - O ministério manteve sua política em relação ao carnaval. João Gabbardo, que é médico, não sugeriu nenhum cuidado específico para o período.

“Nada específico em relação ao coronavírus, uma vez que não temos, até o momento, a circulação do vírus no país. As recomendações são gerais e valem para todas as doenças transmitidas por meio de secreções da boca e do nariz e das mãos através de locais que possam estar contaminados. Não há nenhuma recomendação específica. E que todos possam ter um carnaval com bastante tranquilidade”, disse Gabardo.

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