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16/10/2019 12:36 por Redação

Os novos pesos do IPCA devem reforçar o cenário benigno de inflação no próximo ano

Regionalmente, São Paulo continua como a capital com maior representatividade na inflação

Leandro Câmara Negrão e Fabiana D’Atri*

O IBGE divulgou os novos pesos da inflação com base na atualização da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) 2017-2018, o que deve gerar um impacto baixista no IPCA do próximo ano. A alimentação no domicílio foi o grupo que mais perdeu peso na atualização (passou de 16,2% para 13,6%).

Considerando as nossas projeções, essa nova ponderação pode reduzir a inflação de 2020 em 0,11 p.p. Esse efeito deve ser incorporado ao longo do tempo. Cerca de 15% dos itens que são pesquisados atualmente serão substituídos. Somados, eles representam 4,8% do IPCA1 atual. Desses itens, 40% deles estão no grupo alimentação, 31% são bens industriais, 25% serviços e apenas 3% administrados.

Regionalmente, São Paulo continua como a capital com maior representatividade na inflação (32,3%). Em relação à última pesquisa, a capital foi a que mais aumentou a sua participação seguida por Brasília, que passa a representar 4,1% do IPCA (1,3 p.p. a mais que o peso atual).

Os novos pesos devem reforçar o comportamento benigno dos núcleos. Segundo nossas estimativas, se os novos pesos começassem a vigorar a partir de hoje, os núcleos resultantes seriam inferiores aos atuais.

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* Leandro Câmara Negrão e Fabiana D’Atri são economistas do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco.

Leia também: Grupo Transportes será o principal componente do IPCA a partir de 2020.

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