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15/05/2017 11:50 por Advillage

Morre em São Paulo o publicitário José Zaragoza, o Z da DPZ

Espanhol de nascimento e brasileiro de coração, Zara estava com 86 anos e mantinha-se ativo em seu ateliê

ZARAGOZA
O publicitário, artista plástico e cineasta José Zaragoza, o “Z” da agência DPZ, morreu hoje pela manhã em sua casa nos Jardins, em São Paulo. Aos 86 anos, ele mantinha-se ativo em seu atelier. A causa de sua morte ainda não foi divulgada.

Nascido em Alicante, na Espanha, em 14 de julho de 1930, Zara, como era chamado pelos amigos, radicou-se no Brasil em 1952. Tinha orgulho de se dizer brasileiro, a despeito do forte sotaque valenciano. Junto com Francesc Petit, espanhol da Catalunha, que faleceu em setembro de 2013, e Roberto Duailibi, fundou uma das mais emblemáticas agências de propaganda do país, a DPZ.

“Estou profundamente triste, pois perdi um amigo da vida inteira. Era o maior artista gráfico que eu conheci, dono de uma capacidade criativa desmedida, de um enorme bom gosto criativo, como já não se encontra nos dias de hoje”, diz Duailibi. “Zara era um pouco de tudo, inquieto, estava sempre fazendo algo novo. Era acima de tudo um empreendedor. Até os últimos dias trabalhava em seu atelier organizando uma obra vasta e de grande qualidade. A propaganda perde uma referência”.

Pouco depois de desembarcar no Brasil, com 22 anos, Zara conseguiu o primeiro emprego, como fotógrafo. Ele ingressou na J. Walter Thompson como diretor de arte, transferiu-se para Nova York e estagiou na NBC em 1956. Em 1962, fundou, com Ronald Persichetti e Francesc Petit, o estúdio de design gráfico Metro 3, que fez sucesso na época por trabalhos visualmente inovadores.

Em 1968 veio a DPZ, que se tornaria uma das mais premiadas agências do País. Fundada em meio à ditadura militar, a agência surgiu com uma proposta diferente, de fazer propaganda brasileira, nova, com ousadia e irreverência.

José Zaragoza foi um dos fundadores e o primeiro presidente do Clube de Criação de São Paulo. Lançou diversos livros, como Layoutman, Revisão, Olimpíadas. Como pintor, expôs em várias partes do mundo. No Brasil, participou da Bienal de São Paulo de 1963 a 1967. Em 2005, fez a exposição Zaragoza – Meio Século – Revisão no Museu Brasileiro de Escultura, reunindo seus trabalhos artísticos produzidos em 50 anos.

Zaragoza deixa a esposa, Monique, os filhos Frederic, Diego, Inês, Kitu e netos.

O velório de Zaragoza será realizado nesta terça-feira, das 9h às 12h, no Cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra. O corpo será cremado em cerimônia reservada à família.

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