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15/03/2016 11:27 por Redação

Análise: Taxa média de desemprego ficou em 8,5% em 2015

Números da Pnad Contínua permitem projetar desemprego de 11,8% no final do anoi

Conforme anunciado no ano passado pelo IBGE, a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) será inteiramente substituída pela Pnad Contínua no próximo mês. A principal diferença entre as pesquisas consiste na abrangência territorial, visto que a Pnad Contínua contempla todas as regiões do País, enquanto a PME atinge apenas seis regiões metropolitanas. Além disso, os dados mensais da Pnad Contínua são divulgados em termos de média móvel trimestral, sempre finda no mês de referência. Essas divergências são responsáveis, em grande medida, pela diferença de nível entre os dados das duas pesquisas. Apesar dessas vantagens da Pnad Contínua em relação à PME, a primeira apresenta um histórico bem menor que a segunda, pois teve início apenas em  março de 2012, dificultando análises de longo prazo.

A taxa de desemprego nacional alcançou 9,0% no trimestre findo em dezembro, de acordo com os dados divulgados hoje na Pnad Contínua do IBGE. O resultado ficou em linha com a nossa projeção e ligeiramente abaixo do esperado pelo mercado (9,1%). Feitos os ajustes sazonais, a taxa de desocupação subiu de 9,6% para 9,8% entre novembro e dezembro. Com isso, a taxa média de desemprego atingiu 8,5% em 2015, patamar bastante superior aos 6,5% observados no ano anterior.

Leia: PNAD Contínua: desemprego ficou em 9% no quarto trimestre de 2015.

A população ocupada manteve a trajetória de queda dos últimos meses, ao recuar 0,6% na comparação interanual. Diferentemente do apresentado pela PME, a série da PEA na Pnad Contínua vem mostrando crescimento desde o início do ano passado, com aceleração no segundo semestre. Em dezembro, a população economicamente ativa cresceu 2,0%, na mesma métrica, contribuindo para o aumento da taxa de desemprego no período.

Por ser uma pesquisa com alcance nacional, o rendimento médio nominal também apresenta comportamento distinto da PME. Enquanto o rendimento tem desacelerado consideravelmente nas seis regiões metropolitanas da Pesquisa Mensal de Emprego, no Brasil como um todo, o avanço interanual dos salários nominais têm oscilado em torno de 8,5%, patamar muito próximo ao registrado no mercado formal, como mostram os dados do Caged. Com isso, o rendimento médio real atingiu R$ 1.913,00 em dezembro, o equivalente a uma retração de 2,0% no último trimestre do ano passado, em relação ao mesmo período de 2014.

Esperamos continuidade do enfraquecimento do mercado de trabalho neste ano, ainda que em menor magnitude que o observado em 2015, como já sugerido pela menor redução de vagas formais em janeiro. Dessa forma, projetamos que a taxa de desemprego alcance, em  média, 11,8% (o que corresponderia a uma taxa de 10,2% na PME).

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