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DOCES E SALGADOS

14/08/2019 08:21 por Redação

Manifestantes voltam às ruas em todo o país em defesa da educação pública

Segundo balanço da CNTE, houve atos em 211 municípios ded todos os estados; próxima mobilização será no dia sete de setembro

Convocados por entidades sindicais e movimentos estudantis, milhares de professores, profissionais técnico-administrativos, estudantes e simpatizantes participaram nesta terça-feira (13), em várias cidades do país, de atos contra o contingenciamento de recursos da educação, em defesa da autonomia das universidades públicas e contra a reforma da Previdência.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), foram agendados atos em ao menos 170 cidades dos 26 estados, além do Distrito Federal. A manifestação nacional foi uma continuidade da mobilização de maio, organizada em defesa da manutenção das verbas para o ensino superior, assinala a Agência Brasil. Segundo a União Nacional dos Estudantes, os contingenciamentos anunciados pelo governo afetam não só o ensino superior, mas também a educação básica, o ensino médio e programas de alfabetização.

De acordo com a UNE, os protestos também são contra a proposta do Ministério da Educação de instaurar o programa Future-se, que, segundo a pasta, busca o fortalecimento da autonomia administrativa, financeira e da gestão das universidades e institutos federais. Para as entidades sindicais e movimentos estudantis, o projeto transfere atribuições dos governos para o mercado.

A CNTE, em parceria com a CUT, contabilizou atos em 211 municípios, nos quais vivem quase 83 milhões de pessoas, cerca de 40% da população do país. O presidente da CNTE, Heleno Araújo, lembrou que haverá novo dia nacional de mobilização em sete de setembro.

São Paulo - A concentração foi em frente ao Museu de Arte de São Paulo Assis (Masp), na avenida Paulista, que ficou obstruída no sentido bairro. Os manifestantes saíram em marcha rumo à Praça da República. A estimativa é de que 100 mil pessoas tenham participado. A Polícia Militar armou um cordão policial obrigando os manifestantes a interromperem a marcha diversas vezes. O ato também ocorreu nas seguintes cidades paulistas: Araçatuba, Bauru, Campinas, Itapeva, Osasco, Penápolis, São Carlos, São José dos Campos, Santos, Santo André, Sorocaba e Taubaté.

Rio de Janeiro - Em Barra do Piraí, município no sul fluminense, uma aula pública debateu Educação e Previdência. Também nas ruas, um ato se concentrou na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para denunciar os desmontes do governo Bolsonaro. Houve protesto também na frente da prefeitura do Rio de Janeiro. Um grande ato unificado também ocorreu na Candelária, no centro do Rio, e marchou em direção à sede da Petrobras. Na Cinelândia, policiais militares se aglomeraram no entorno da aula pública organizada pela Frente Parlamentar em Defesa da Educação Pública. A caminhada reuniu 40 mil pessoas, segundo a organização.

Distrito Federal - A concentração começou no Museu Nacional Honestino Guimarães e, em seguida, a luta foi unificada com outra grande manifestação, a 1º Marcha das Mulheres Indígenas. Segundo a organização da atividade, 40 mil pessoas participaram do ato.

Minas Gerais - Em Belo Horizonte, no início da tarde, trabalhadores da educação e centrais sindicais se reuniram na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Uma assembleia estadual do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) foi realizada no Pátio da ALMG, contra o regime de recuperação fiscal e a reforma da Previdência. Atos também foram registrados em Divinópolis, onde foi realizada panfletagem contra a reforma da Previdência e cortes de verba na educação; em Juiz de Fora, estudantes e professores protestaram na Praça Cívica da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF); em Uberlândia, houve mobilização na Praça Tubal Vilela, no centro da cidade.

Paraná - Reunidos no Teatro da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, professores, estudantes e técnico-administrativos da instituição realizaram uma assembleia comunitária para debater as ameaças do governo Bolsonaro. No encontro, foi aprovado que a próxima reunião do Conselho Universitário assuma posição de rejeição ao programa “Future-se”. Após a assembleia, a comunidade acadêmica se somou ao ato na Praça Santos Andrade, na capital paranaense. Pela noite, 10 mil pessoas fizeram um protesto no centro da cidade.

Estudantes, professores e funcionários da área da educação em Cascavel, no oeste do estado, se reuniram nesta manhã em frente à Catedral Nossa Senhora Aparecida para protestar contra os cortes de verbas federais e estaduais da educação e a reforma da Previdência. Houve também ato em Guarapuava, na região central do Paraná.

Rio Grande do Sul – Estudantes e trabalhadores se mobilizaram em diversas cidades. Na capital, as atividades iniciaram pela manhã, com o painel “O Futuro das Universidades Públicas e Institutos Federais no Brasil”, realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). No fim da tarde, a concentração ocorreu na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre, que reuniu cerca de 30 mil pessoas.

Veja o balanço completo da CNTE aqui.

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