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14/06/2019 07:56 por Advillage

Morre em São Paulo o jornalista Clovis Rossi, aos 76 anos

Colunista da Folha de S. Paulo, onde trabalhava desde 1980, Rossi se recuperava de um infarto sofrido na semana passada

CLOVIS ROSSI
O jornalista Clóvis Rossi morreu na madrugada desta sexta (14) em São Paulo. Ele tinha 76 anos e estava em casa, onde se recuperava de infarto sofrido na semana passada. Deixa a mulher, Catarina Clotilde Ferraz Rossi, com quem estava havia mais de meio século, três filhos e três netos.

Colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, Rossi publicou seu último texto na quarta (12), intitulado Boletim Médico, no qual descreve o micro-infarto sofrido na sexta-feira (7). "Fiz a angioplastia, recebi um stent e, na terça (11), outra angioplastia, com mais quatro stents". Ele agradece aos médicos que o atenderam e escreve ainda que, "como o músculo cardíaco não chegou a ser afetado, pretendo retornar à atividade profissional normal na próxima semana".

E conclui: "Agradecimento também aos companheiros da Folha que me ampararam e até mentiram dizendo que estavam sentindo minha falta”.

Nascido em 25 de janeiro de 1943 no bairro do Bexiga, em São Paulo, Clovis Rossi se formou em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, e começou no jornalismo em 1963. Trabalhou nos jornais Correio da Manhã, O Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil. Teve ainda passagens pelas revistas Isto É e Autoesporte e pelo Jornal da República e manteve blog no espanhol El País. Estava na Folha desde 1980.

Com 1,98 m de altura, Rossi foi jogador de basquete do Esporte Clube Sírio. No futebol, torcia para o Palmeiras e para o Barcelona, relata a Folha. Dizia ter um sonho não realizado no jornalismo: ser setorista da Liga dos Campeões da Europa.

Ao longo da carreira, conquistou prêmios jornalísticos importantes, entre eles o Maria Moors Cabot, da Universidade de Columbia, Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo Político e o prêmio pelo conjunto da obra da Fundação para um Novo Jornalismo Iberoamericano, criada pelo escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez.

“A Folha e o jornalismo brasileiro perdem um de seus principais e mais premiados repórteres, certamente o mais experiente. Clóvis era admirado por gerações de profissionais por sua independência de pensamento, disposição e rapidez de trabalho e qualidade de cobertura. Vai fazer muita falta”, afirmou o diretor de Redação da Folha, Sérgio Dávila.

O velório será iniciado às 15h, no Cemitério Gethsêmani, na zona sul de São Paulo. O enterro, no mesmo local, está marcado para amanhã, sábado, às 11h.

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