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DOCES E SALGADOS

14/01/2020 08:21 por Redação

OIT vê falta de progresso na igualdade de gênero no mercado de trabalho

Diferença salarial é de 14% na média de 115 países; nos cargos de administração, progresso foi quase inexistente nas últimas duas décadas

Estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra como a desigualdade no local de trabalho se reflete na diferença de salários entre homens e mulheres, os cargos desempenhados e as oportunidades para as mais jovens. 

A agência da ONU analisou os dados de 115 países e conclui que a diferença salarial média é de 14% (no Brasil, chega a 19%). Além disso, nas profissões dominadas por homens as diferenças salariais são ainda mais altas. 

Cerca de 73% de todos os gerentes são homens, bem como 77% dos trabalhadores artesanais e comerciais. Esses dois grupos representam as duas categorias onde as diferenças salariais entre os gêneros são maiores. 

Em todo o mundo, há muito menos mulheres do que homens em cargos de administração. “O progresso tem sido praticamente inexistente desde o início do século”, diz a OIT. As mulheres representam 39% de todos os trabalhadores assalariados do mundo, mas apenas 27% dos trabalhadores administrativos. A parcela de mulheres gestoras praticamente não mudou em duas décadas. 

Quanto às regiões, em 2018 a presença de mulheres gestoras era mais alta na América Latina e no Caribe (39%), e na América do Norte e Europa (37%). A Ásia Ocidental e o Norte da África tinham os valores mais baixos, apenas 12%. 

Início de carreira  

A OIT afirma que “apesar de muito debate sobre o fim das diferenças de gênero e a melhoria para as gerações atuais e futuras, isso ainda não é confirmado pelos dados.” 

Segundo a agência, as mulheres mais jovens continuam sendo deixadas para trás. Mulheres com idades entre 15 e 24 anos têm mais probabilidade de ficar desempregadas do que homens na mesma faixa etária, com grandes diferenças em algumas partes do mundo. Nos Estados árabes, por exemplo, a taxa de desemprego das mulheres jovens era cerca do dobro da dos homens da mesma idade na última década. 

A taxa de inatividade também é muito maior para as jovens em todas as regiões. A diferença na porcentagem mulheres jovens que não estão empregadas, não estudam ou estão capacitadas é ainda mais acentuada nas áreas rurais. Globalmente, em 2018, a taxa de jovens nessa situação era 30% para mulheres e 13% para homens. 

Segundo a OIT, esses números mostram “o longo caminho que as mulheres ainda precisam percorrer antes de alcançar a igualdade no mercado de trabalho, particularmente as mulheres jovens.” 

Acesse o estudo aqui (em inglês).

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