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DOCES E SALGADOS

13/12/2019 11:59 por Redação

China e EUA confirmam acordo comercial preliminar

Aumento das compras de produtos agrícolas americanos ainda não está claro; elevação de tarifas sobre bens chineses foi cancelada

O governo chinês confirmou nesta sexta-feira (13) que chegou a um acordo comercial preliminar com os Estados Unidos. Mas as autoridades de Pequim não chegaram a dizer que será atendida a demanda do presidente Donald Trump de aumentar as compras de produtos agrícolas dos EUA para US$ 50 bilhões por ano.

Segundo Wang Shouwen, vice-ministro de Comércio da China, que concedeu entrevista coletiva em Pequim, os dois lados concordaram em concluir o mais rápido possível a revisão legal", elaborando minutas para a assinatura oficial do acordo, que inclui nove seções.

“O lado americano cumprirá seus compromissos de remover tarifas de produtos chineses, fase por fase, revertendo a tendência de aumento de tarifas", acrescentou Wang, referindo-se às tarifas que Trump impôs a mais de US$ 350 bilhões em mercadorias chinesas.

No Twitter, Trump escreveu que os EUA concordaram com a “fase 1” de um acordo amplo com a China e confirmaram que não imporia um imposto de 15% sobre um adicional de US$ 160 bilhões em mercadorias chinesas que deveria entrar em vigor no domingo (15). "Eles concordaram com muitas mudanças estruturais e compras maciças de produtos agrícolas, energia e manufaturados, além de muito mais", tuitou o presidente americano.

Os Estados Unidos têm uma tarifa de 25% sobre o valor de aproximadamente US$ 250 bilhões em produtos chineses e uma tarifa de 15% sobre outros US$ 120 bilhões, assinala o portal americano Politico. Washington disse que os impostos de 25% permaneceriam os mesmos, mas a tarifa de 15% seria reduzida para 7,5%. Trump também disse que as negociações sobre um "acordo da segunda fase" começariam imediatamente, em vez de esperar até depois das eleições de 2020.

As autoridades chinesas não confirmaram que a China compraria US$ 50 bilhões em produtos agrícolas dos EUA sob o pacto, como Trump pressionou Pequim a fazer. Trump também não mencionou quantidades em seus tuítes.

A China aumentará as compras de produtos agrícolas dos EUA "por uma margem notável", mas não em quantidades que perturbem a própria economia agrícola da China, disse uma autoridade chinesa. Além disso, as compras de trigo, milho e arroz nos EUA permanecerão dentro dos níveis de cota de importação que a China já possui, disse ele.

De acordo com o USTR (United States Trade Representative), o acordo exige reformas estruturais e outras mudanças no regime econômico e comercial da China nas áreas de propriedade intelectual, transferência de tecnologia, agricultura, serviços financeiros e moeda e câmbio.

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