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DOCES E SALGADOS

13/12/2019 07:55 por Redação

Mercado de carbono e ajuda aos paises pobres travam a COP 25

Meta de neutralidade de emissão de CO2 até 2050 foi assinado por todos os países da UE, coim exceção da Polônia

Por muito pouco, a COP25, cúpula de chefes de Estado e de governo realizada desde o dia 2, em Madri, terminou sem unanimidade sobre o Pacto Verde Europeu. O objetivo inicial da Comissão Europeia era alcançar a neutralidade de carbono em 2050, ou seja, os países do bloco se comprometeriam a emitir apenas a quantidade de dióxido de carbono que consigam absorver.

Dos 27 países da UE, 26 aprovaram a proposta, relata a Agência Brasil. A Polônia ficou de fora do acordo. O posicionamento polaco não bloqueia as negociações, apenas demonstra que o país não quis garantir que atingiria a meta. A decisão da Polônia deve voltar a ser discutida na Cúpula Europeia marcada para junho de 2020.

A Conferência do Clima de Madri se aproxima do final, mas as negociações sobre implementação do Acordo de Paris sobre o Clima se encaminham para um impasse, registra a Rádio França Internacional. Integrantes de diversas delegações já reconhecem que as reuniões não devem terminar nesta sexta-feira (13), como previsto, mas sim avançar por mais um ou até dois dias. 

Leia: Começa em Madri a 25ª conferência do clima da ONU, COP25.

Créditos de carbono

A delicada definição sobre como vai funcionar um mercado de carbono entre os países, o ponto mais controverso desde o início da conferência, permanece sem solução. Em resumo, esse mercado vai permitir com quem os países que têm dificuldades de atingir suas metas de redução de gases de efeito estufa possam compensar com a compra de créditos de CO2 de outros países que superaram os seus objetivos - em geral, os que possuem grandes áreas florestais, como o Brasil. As florestas são as maiores captoras de carbono da atmosfera. 

Vários tipos de cálculos para concretizar essa comercialização estão na mesa de negociações. No entanto, os europeus são categóricos: não aceitarão uma proposta defendida por países como Brasil, que resultaria em dupla contagem dos créditos de carbono, tanto para o país que cede quanto pelo que adquire. A analogia com a venda de um bem tem sido usada da COP 25: não se pode vender um carro e ele permanecer no nome do vendedor e do comprador, ao mesmo tempo. 

Financiamento para os países pobres - Por outro lado, os europeus disseram compreender a insatisfação dos países emergentes, que esperam decisões sobre o futuro do financiamento prometido pelos países ricos. O compromisso, firmado no Acordo de Paris, era providenciar US$ 100 bilhões ao ano para ajudar os países pobres a combater e se adaptar às mudanças climáticas, a partir do ano que vem. Porém, não apenas o valor estacionou em US$ 70 bilhões até agora, como não existe uma definição sobre como esses fundos serão concretizados a longo prazo.

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