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DOCES E SALGADOS

12/09/2019 07:07 por Redação

Correios e trabalhadores em greve terão audiência nesta quinta no TST

Empresa entrou com ação de dissídio para tentar pôr fim à paralisação da categoria, que reivindica reposição salarial e manutenção de direitos

O ministro Mauricio Godinho Delgado, do Tribunal Superior do Trabalho, marcou para esta quinta-feira (12), às 13h30, uma audiência de conciliação entre a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e as federações representantes dos empregados. O ministro é relator do dissídio coletivo de greve ajuizado pela ECT nesta quarta-feira (12), em razão da paralisação da categoria, iniciada às 22h de terça-feira (10). Segundo o serviço de imprensa do TST, a audiência foi marcada após o ministro ter recebido os advogados da empresa e dos empregados.

Leia: Funcionários dos Correios entram em greve por tempo indeterminado.

No dissídio coletivo, os Correios pedem a concessão de tutela de urgência para que o TST determine a suspensão imediata da greve, sob pena de multa, ou que os sindicatos observem a manutenção de contingente mínimo de 90% em cada unidade “para desempenho normal de suas atribuições”. Segundo o relator, os demais aspectos do processo, entre eles os pedidos liminares, serão encaminhados durante a audiência ou logo a seguir.

Em nota, os Correios dizem buscar “uma solução que não comprometa ainda mais sua situação financeira”. A empresa argumenta que está executando um plano de saneamento financeiro “para garantir sua competitividade e sustentabilidade” e possui um prejuízo acumulado “na ordem de R$ 3 bilhões”. “As federações, no entanto, apresentaram reivindicações que superam até mesmo o faturamento anual da empresa”.

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), por sua vez, afirma que a empresa não dá prejuízo e não depende de financiamento público. Segundo a entidade, além do pedido de dissídio, a ECT ameaça descontar os dias não trabalhados e lançar como “falta injustificada” a partir da folha de setembro. “A ameaça é mais uma manobra para confundir os trabalhadores, pois a decisão sobre o corte de dias dos grevistas só acontece depois do julgamento do dissídio”, diz a Fentect, também em nota

Os trabalhadores dos Correios reivindicam reajuste salarial pela inflação, de 3,43%, e a manutenção de benefícios, como ter os pais como dependentes no plano de saúde e coparticipação de 30%; continuidade de percentual de férias em 70%; e vales alimentação e refeição. “A atual gestão da empresa insiste em cortar direitos e conceder um reajuste miserável”, acusa a federação.

Serviços

A ECT afirma que tomou medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões. “A rede de atendimento está aberta em todo o país e os serviços, inclusive Sedex e PAC, continuam sendo postados e entregues em todos os municípios. Os serviços com hora marcada (Sedex 10, Sedex 12, Sedex Hoje) estão com postagens temporariamente suspensas”, informa a empresa.

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