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DOCES E SALGADOS

12/08/2019 13:12 por Redação

Transporte aéreo brasileiro teve prejuízo de R$ 397,3 milhões no 1º trimestre

Com a alta de combustíveis e taxa de câmbio, custos das quatro maiores aéreas subiram 15,5% no período

As quatro principais empresas brasileiras que ofertaram transporte aéreo público de passageiros no primeiro trimestre de 2019 (Azul, Gol, LATAM e Avianca) registraram prejuízo líquido total de R$ 397,3 milhões, o equivalente a uma margem líquida negativa de 3,7%. No mesmo período de 2018, as companhias haviam obtido lucro líquido de R$ 211,8 milhões, com margem positiva de 3,4%.}

Segundo a Anac, combustíveis e taxa de câmbio, que têm influência relevante nos custos operacionais do transporte aéreo, mantiveram tendência de alta no primeiro trimestre, subindo, respectivamente, 10,8% e 16,2% sobre o primeiro trimestre do ano passado. No agregado, custos e despesas operacionais de serviços aéreos públicos somaram, nos primeiros três meses deste ano, R$ 10,4 bilhões, valor 15,5% maior que os R$ 9,1 bilhões do mesmo período de 2018.

No primeiro trimestre de 2019, combustíveis corresponderam a 31,7% dos custos e despesas operacionais agregados do setor.

Resultado por empresa

Das quatro empresas aéreas, apenas a Azul apurou lucro líquido no período, atingindo R$ 211,8 milhões, com variação positiva de 85,4% em relação ao 1º trimestre de 2018, e margem líquida de 8,3%.

Entre janeiro e março de 2019, Gol, Avianca e LATAM registraram, respectivamente, prejuízo líquido de R$ 66,4 milhões, R$ 118,4 milhões e R$ 424,4 milhões, com margem líquida negativa de -2,2% (Gol), -11,7% (Avianca) e -10,2% (LATAM).

No 1º trimestre, a receita operacional líquida agregada das quatro empresas apresentou acréscimo de 8,9% em relação àquela apurada no mesmo período do ano anterior, chegando a R$ 10,7 bilhões. Já os custos dos serviços prestados tiveram aumento de 16,8%, atingindo R$ 9,2 bilhões. Assim, com o incremento dos custos dos serviços em percentual maior do que o crescimento da receita operacional, o lucro bruto conjunto das quatro empresas caiu 23%, passando de R$ 1,9 bilhão no 1º trimestre de 2018 para R$ 1,5 bilhão em igual período de 2019.

O Ebit (do inglês Earnings Before Interest and Taxes) das quatro empresas piorou, saindo de R$ 766,1 milhões e margem Ebit positiva de 7,8% no 1º trimestre de 2018 para R$ 234,7 milhões e margem Ebit positiva de 2,2% em 2019.

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