Home > DOCES E SALGADOS > Indicador da situação atual derruba clima econômico na América Latina

DOCES E SALGADOS

12/08/2019 09:44 por Redação

Indicador da situação atual derruba clima econômico na América Latina

Resultado do ICE da região em julho foi influenciado pela piora do índice em todo o mundo; expectativas tiveram melhora no período

Após dois trimestres consecutivos de recuperação, o Indicador Ifo/FGV de Clima Econômico (ICE) da América Latina - elaborado em parceria entre o Instituto alemão Ifo e a FGV - recuou pelo segundo trimestre seguido, ao passar de 21,1 pontos negativos para 26,4 pontos negativos entre abril e julho.

A deterioração do índice foi influenciada pela queda do Indicador da Situação Atual (ISA), de -47,0 pontos para -67,3 pontos. Já o Indicador das Expectativas (IE) apresentou melhora e permanece positivo, ao passar de 9,2 pontos, em abril, para 17,2 pontos em julho.

A queda do ICE da América Latina foi influenciada pelo cenário internacional, com a volta das tensões associadas à guerra comercial entre a China e os Estados Unidos. O ICE Mundial, que já estava numa zona desfavorável em abril (-2,4 pontos) sofreu nova queda e passou a -10,1 pontos. Essa piora se deve tanto a uma deterioração nas expectativas (-6,1 para -14,7 pontos) entre abril e julho, como a uma reversão no sinal do ISA. Em abril, o balanço entre respostas positivas e negativas era positivo; em julho ficou negativo em 5,4 pontos. A evolução desfavorável na margem foi corroborada pelo ICE da América Latina, que desde abril de 2013 vem se situando abaixo do ICE Mundial, à exceção de janeiro de 2019.

Em julho de 2019, o ICE subiu na Argentina, Bolívia e Chile. Na Argentina e na Bolívia, apesar da melhora, o clima econômico continua desfavorável. O resultado da Argentina foi liderado pela melhora das expectativas na medida em que os índices apontam desaceleração da inflação, embora esta ainda se mantenha elevada (ao redor de 40%). Na Bolívia, houve melhora das avaliações com relação à situação atual e no Chile das expectativas.

No ranking que considera a média dos resultados dos últimos quatro trimestres, o Chile lidera, seguido do Paraguai, Colômbia, Peru e Bolívia. O Brasil, em sexto lugar, é o primeiro do ranking a apresentar um indicador desfavorável.

Ranking

O ICE na América Latina em julho de 2019 (os números entre parênteses indicam as pontuações em abril/19):

01. Chile: 13,5 pontos em julho (4,9 pontos em abril)
02. Paraguai: 9,9 (9,8)
03. Colômbia: 6,8 (16,5)
04. Bolívia: -7,2 (-14,9)
05. Peru: -8,5 (35,5)
06. Argentina: -21,2 (-53,2)
07. Brasil: -23,2 (-21,0)
08. Uruguai: -34,2 (-26,8)
09. México: -55,1 (-43,6)
10. Equador: -77,5 (-41,9)
11. Venezuela: -100,0 (-100,0)
América Latina: -26,4 (-21,1)

O ranking do ICE médio na América Latina dos últimos quatro trimestres encerrados em junho de 2019 (os números entre parênteses indicam as pontuações em abril/19):

01. Chile: 19,1 pontos em julho (18,0 pontos em abril)
02. Paraguai: 18,6 (23,1)
03. Colômbia: 15,3 (21,5)
04. Peru: 13,1 (19,4)
05. Bolívia: 0,1 (7,4)
06. Brasil: -18,6 (-24,3)
07. Uruguai: -24,3 (-26,2)
08. Argentina: -34,7 (-42,2)
09. México: -35,9 (-25,2)
10. Equador: -49,5 (-45,1)
11. Venezuela: -100,0 (-100,0)

'
Enviando