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11/12/2019 13:09 por Redação

Resultados recentes e agenda apontam para alta de 2,5% do PIB em 2020

Além disso, cenário para o crescimento mundial ficou mais positivo

Rafael Murrer, Igor Velecico*

Os dados recentes de atividade indicam que a retomada do crescimento econômico está ganhando tração. O PIB do terceiro trimestre, divulgado na semana passada, surpreendeu positivamente ao apontar um crescimento de 0,6% na margem e mostrou uma composição mais favorável das suas aberturas, aumentando a confiança com a retomada.

O principal destaque foi a manutenção do forte crescimento dos investimentos pelo segundo trimestre consecutivo, dando sinais de que o investimento protagonizará, junto com o consumo, a retomada mais consistente do PIB. Acreditamos que o processo de reformas macro e microeconômicas, iniciado em 2016, ajudou a aumentar a previsibilidade e a confiança com o país, colocando o Brasil novamente no radar dos investimentos

Acreditamos que a retomada da economia está ganhando tração e existem importantes vetores para o crescimento que estão apontando para a mesma direção, o que reforça a nossa expectativa de alta de 2,5% do PIB. O primeiro deles é a agenda econômica na direção correta, com o potencial de continuar incentivando os investimentos.

O bom desempenho do setor imobiliário também impulsionará a atividade, dado que o setor costuma ser um bom leading em ciclos de retomada de crescimento e será beneficiado, assim como outros setores, com a permanência de uma política monetária estimulativa pelos próximos trimestres – além da diminuição dos juros de longo prazo, decorrente do ganho de credibilidade da política monetária e econômica, de forma geral.

Além disso, o cenário para o crescimento mundial ficou mais positivo, com uma expectativa de manutenção do ritmo de crescimento atual, o que não afetará tanto o Brasil como o esperado anteriormente.

Entendemos que os principais motores do crescimento em 2020 serão o mercado de trabalho e o crédito.O emprego formal tem uma boa correlação com o PIB e a notável melhora dos dados do Caged já sugere uma aceleração considerável da atividade, com o PIB rodando em torno de 2,5%. No mesmo sentido, o estoque de crédito livre está crescendo 13,1% em relação ao ano passado, puxado principalmente pela concessão à pessoa física. Acreditamos que esse vetor continuará presente em 2020, com maior facilidade ao acesso, com a inadimplência e o comprometimento de renda em patamares baixos, sugerindo que o estímulo monetário está surtindo efeito.

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* Rafael Murrer e Igor Velecico são economistas do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco.

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