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DOCES E SALGADOS

11/09/2019 10:55 por Redação

Com paridade de gêneros, nova Comissão Europeia é apresentada em Bruxelas

Pela primeira vez na história da instituição, treze mulheres e quatorze homens vão decidir os rumos do bloco

Novos ares em Bruxelas. A recém-empossada presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, conseguiu cumprir a promessa de promover a igualdade de gênero em sua equipe. Pela primeira vez na história da instituição, treze mulheres e quatorze homens vão decidir os rumos do bloco, assinala a Rádio França Internacional.

Além da presidente, Ursula von der Leyen, da Alemanha, as outras representantes femininas são da Bulgária, Croácia, Chipre, Dinamarca, Finlândia, França, Grécia, Malta, Portugal, República Checa, Romênia e Suécia.

Na linha de frente da nova Comissão Europeia, três vice-presidentes: o espanhol Josep Borrel, acumulando o cargo de Alto Representante para Política Externa e de Segurança da UE; a dinamarquesa Margrethe Vestager, que continua como Comissária para a Concorrência; e o holandês Frans Timmermans, que será responsável pelo Clima com a missão de produzir um “Green Deal” no prazo de cem dias.

A francesa Sylvie Goulard é a nova comissária para o Mercado Interno, enquanto o irlandês Phil Hogan assume a pasta do Comércio. O ex-primeiro ministro italiano e antigo chanceler, Paolo Gentiloni, responderá pela pasta de Economia.

A Polônia ficou com a Agricultura, sob o comando de Janusz Wocjciechowski, e o veterano político belga Didier Reynolds se ocupará da Justiça na União Europeia. Assuntos Internos e Migrações, uma das áreas mais complexas e politicamente sensíveis, ficará a cargo do austríaco Johannes Hahn.

Ursula Von der Leyen afirmou que o Reino Unido poderá indicar um comissário, caso o Brexit não aconteça no próximo dia 31 de outubro.

Socialistas são maioria - Dez dos novos comissários são da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (SD), a segunda maior família política europeia; outros nove virão do Partido Popular Europeu (PPE), a maior bancada do legislativo da UE. Seis comissários são da Aliança dos Democratas e Liberais da Europa; um é da Aliança dos Reformistas e Conservadores; e um outro é independente e tem o apoio da bancada verde.

A nova equipe, que vai cumprir um mandato de cinco anos (2019-2024), representa os 27 países do bloco. O próximo colégio de comissários assume suas funções em 1º de novembro, mas antes terá que ser aprovado pelo Parlamento Europeu.

Indicação dos nomes - Dependendo do país, a indicação é decisão direta do chefe de Estado, mas no caso de um governo de coalizão, há certamente negociações antes da indicação do candidato. Este ano, a premissa da de Von der Leyen era de que cada um dos 27 países do bloco europeu enviasse o nome de um homem e de uma mulher a Bruxelas.

No entanto, nem todos os governos acataram o pedido. Para os que fizeram, a escolha final coube à própria presidente da Comissão Europeia. Oito nomes da nova equipe participaram da comissão precedente, presidida por Jean-Claude Juncker.

Juramento - Após as sabatinas do Parlamento Europeu, o novo executivo jura fidelidade à União Europeia. Todo comissário europeu tem a obrigação de se adaptar às políticas da União Europeia. Por isso, ao assumirem seus cargos, eles fazem um juramento de que não irão receber instruções dos governos de onde vieram. Uma vez comissários, eles devem trabalhar para Bruxelas, mesmo que na prática exista muitos casos de promoção dos interesses nacionais. 

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