Home > DOCES E SALGADOS > Indicador de mercado de trabalho da FGV mostra piora do emprego em maio

DOCES E SALGADOS

10/06/2019 09:46 por Redação

Indicador de mercado de trabalho da FGV mostra piora do emprego em maio

Desapontamento com a economia e incerteza elevada contribuem para queda do índice ao menor patamar desde junho de 2016

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), da Fundação Getúlio Vargas, subiu 0,9 ponto em maio, para 95,7 pontos, o maior nível desde dezembro de 2018.

O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto maior o número, pior o resultado. Em médias móveis trimestrais o indicador subiu 1,2 ponto, para 94,9 pontos.

A principal contribuição para o avanço mensal do ICD foi das faixas de renda familiar de até R$ 2,1 mil e acima de R$ 9,6 mil, cujo Indicador de Emprego (invertido) variou 2,3 pontos e 3,4 pontos, respectivamente.

“O ICD voltou a ficar acima dos 95 pontos em maio de 2019. Apesar de ainda estar abaixo do nível do período eleitoral, o terceiro resultado negativo e o patamar elevado confirmam a percepção de lentidão na recuperação do mercado de trabalho”, analisa Rodolpho Tobler, economista da FGV IBRE.

O ICD é construído a partir de dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, do quesito da Sondagem do Consumidor que capta a percepção do entrevistado a respeito da situação presente do mercado de trabalho. Desse modo, o indicador capta puramente a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, sem refletir, por exemplo, a diminuição da procura de emprego motivada por desalento.

Perspectivas – O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) recuou 6,70 pontos entre abril e maio, para 85,8 pontos, o menor nível desde junho de 2016 (82,2 pontos). Em médias móveis trimestrais o indicador caiu 4,5 pontos, para 90,6 pontos.

Todos os componentes do IAEmp registraram variação negativa entre abril e maio. As maiores contribuições para a queda do indicador, decorreram dos indicadores de Emprego Local Futuro dos Consumidores e Tendência de Negócios do setor de Serviços, com variações negativas na margem de 13,4 pontos e 9,1 pontos, respectivamente.

“A quarta queda seguida do IAEmp registrada em maio reforça o cenário de calibragem das expectativas sobre a evolução do mercado de trabalho em 2019, fruto de um desapontamento com o ritmo de recuperação da atividade econômica e dos elevados níveis de incerteza. Enquanto esse quadro persistir é difícil imaginar uma recuperação consistente do IAEmp”, afirma Rodolpho Tobler.

'
Enviando