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10/03/2016 12:14 por Redação

Vendas do varejo surpreenderam negativamente em janeiro

Queda de 1,5% foi superior às previsões; dados do IBGE reforçam sinais de recuo de 0,2% do IBC-Br no mês

Depec-Bradesco*

O volume de vendas do comércio varejista restrito (que exclui os segmentos de veículos  e motos, partes e peças e de material de construção) recuou 1,5% na margem em janeiro, excetuados os efeitos sazonais, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada hoje pelo IBGE. A queda foi superior à nossa projeção e à mediana das expectativas do mercado, que apontavam variações negativas de 0,5% e 0,7%, de acordo com coleta da Bloomberg. Em relação ao mesmo período de 2015, houve retração de 10,3%, acumulando variação negativa de 5,2% nos últimos doze meses. Em termos nominais, a PMC mostrou modesto aumento das receitas na comparação com o mês anterior.

Leia: Vendas no varejo brasileiro caíram 1,5% em janeiro, aponta IBGE.

Seis dos oitos segmentos pesquisados contribuíram negativamente para a retração do varejo restrito no primeiro mês deste ano, com destaque para os declínios de móveis e eletrodomésticos (4,3%) e combustíveis e lubrificantes (3,1%). No sentido oposto, a categoria de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria continuou registrando alta (0,1%), embora de menor magnitude que nos meses anteriores.

Já o volume de vendas do comércio varejista ampliado, que contempla todos os setores, caiu 1,6% entre dezembro e janeiro. A retração ligeiramente superior à observada no varejo restrito refletiu o recuo de 6,6% das vendas de material de construção, mais do que devolvendo as elevações de 0,1% e 3,2% registradas em novembro e dezembro, respectivamente.  Veículos e motos, partes e peças tiveram queda de 0,4%, em linha com o apontado pelos dados da Fenabrave para o mesmo período. Na comparação interanual, o comércio ampliado apresentou contração de 13,3%.

As receitas nominais subiram 0,1% ante dezembro, revertendo parcialmente a queda de 2,1% exibida no último mês de 2015. Ainda assim, seguem em patamar ligeiramente acima do observado durante a maior parte do ano passado.

Por fim, projetamos recuo de 0,2% do IBC-Br (proxy mensal do PIB calculada pelo Banco Central) no período. Vale destacar que os dados do setor de serviços (PMS) serão conhecidos amanhã, podendo alterar nosso número.

* Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco.

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