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DOCES E SALGADOS

09/10/2019 09:44 por Redação

IPCA variou -0,04% em setembro, menor resultado em dez meses

Desaceleração foi puxada por Alimentação (com deflação), por influência das refeições feitas fora de casa

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, utilizado como inflação oficial) registrou variação de -0,04% em setembro, abaixo da taxa de agosto (0,11%). É o menor resultado mensal desde novembro do ano passado (-0,21%). Para meses de setembro, é a menor variação desde 1998 (-0,22%). Em setembro do ano passado, o índice foi de 0,48%.

Com o resultado, o acumulado do IPCA em 12 meses vai a 2,89%. No ano, o acumulado é de 2,49%

Os analistas do mercado financeiro ouvidos semanalmente pelo Boletim Focus, do Banco Central, apostavam num IPCA de 0,05% em setembro. Para o ano, estimam um acumulado de 3,42%.

A meta do BC para a inflação deste ano é de 4,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

As variações mensais do IPCA em 2019:

• Janeiro: 0,32%
• Fevereiro: 0,43%
• Março: 0,75%
• Abril: 0,57%
• Maio: 0,13%
• Junho: 0,03%
• Julho: 0,19%
• Agosto: 0,11%
• Setembro: -0,04%

Em setembro/19, seis dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram variação menor do que em agosto, com destaque para Habitação e Alimentação (com deflação). No sentido inverso, houve aceleração nos grupos Saúde e Cuidados Pessoais, Transportes e Vestuário.

A variação do IPCA em setembro, agosto e julho:

IPCA
Alimentação e Bebidas - Apresentou queda mais intensa na comparação com o mês anterior, especialmente por conta da alimentação fora de casa, cuja alta passou de 0,53% em agosto para 0,04% em setembro. A refeição registrou queda de preços (-0,06%), e o lanche apresentou alta de 0,17%, frente à variação de 0,47% observada no mês anterior.

Já a alimentação no domicílio (-0,70%) caiu pelo quinto mês consecutivo, embora esta tenha sido menos intensa que a registrada em agosto (-0,84%). Os destaques foram o tomate (-16,17%), maior impacto individual negativo no índice do mês (-0,04 p.p.), a batata-inglesa (-8,42%), a cebola (-9,89%) e as frutas (-1,79%). No lado das altas, o leite longa vida (1,58%) e as carnes (0,25%) apresentaram variações positivas após as deflações verificadas em agosto (de -0,33% e -0,75%, respectivamente).

Habitação - A energia elétrica (0,00%) ficou estável na comparação com o mês anterior, principalmente em virtude da manutenção da bandeira tarifária vermelha patamar 1, que adiciona R$ 4,00 para cada 100 quilowatts-hora consumidos na conta de luz.

Ainda em Habitação, destaca-se o resultado do item gás de botijão (-0,17%), após o reajuste de 3,16% anunciado pela Petrobras no preço do botijão de gás de 13 kg, nas refinarias, a partir de 9 de setembro. Já o resultado da taxa de água e esgoto (0,09%) é consequência dos reajustes de 8,73% e 4,93% em Belo Horizonte (0,56%) e Vitória (0,32%), respectivamente, ambos vigentes desde 1º de agosto.

Localidades

Sete áreas pesquisadas apresentaram variações abaixo das verificadas em agosto, ficando os resultados entre 0,41% em Goiânia e -0,22% em São Luís.

A variação do IPCA em setembro, agosto e julho nas 16 regiões investigadas, e o acumulado de 12 meses:

IPCA
Calculado pelo IBGE desde 1980, o IPCA se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Aracaju, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Rio Branco e São Luís.

Veja a apresentação do IBGE aqui.

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