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09/04/2019 08:13 por Advillage

União Europeia começa a definir diretrizes éticas para inteligência artificial

"Os projetos de IA devem ser transparentes, ter supervisão humana e algoritmos seguros e confiáveis"

A Comissão Europeia lançou nesta segunda-feira (8) uma nova fase do processo de desenvolvimento e utilização de recursos de inteligência artificial no bloco, para garantir que as orientações éticas em torno dessas tecnologias possam ser implementadas na prática. A CE vem atuando para tentar aumentar os investimentos públicos e privados no setor para pelo menos 20 bilhões de euros por ano durante a próxima década.

“A Inteligência Artificial pode beneficiar uma ampla gama de setores, como saúde, consumo de energia, segurança de carros, agricultura, mudanças climáticas e gerenciamento de riscos financeiros. Também pode ajudar a detectar ameaças de fraude e segurança cibernética e permite que as autoridades policiais combatam o crime com mais eficiência”, diz a comissão, em nota. “No entanto, a Inteligência Artificial também traz novos desafios para o futuro do trabalho e levanta questões legais e éticas”.

“A dimensão ética da IA não é uma característica de luxo ou um complemento. É somente com confiança que nossa sociedade pode se beneficiar plenamente das tecnologias”, disse o chefe digital da Comissão Europeia, Andrus Ansip, em comunicado citado pela Reuters.

Com base no trabalho do Grupo de Peritos de Alto Nível, nomeado em junho do ano passado, a Comissão Europeia está adotando uma abordagem em três etapas.

A primeira traz sete itens “essenciais para se alcançar uma inteligência artificial confiável”: respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana na busca de sociedades equitativas; robustez e segurança dos sistemas de algoritmos; privacidade e segurança dos dados (“os cidadãos devem ter controle total sobre seus próprios dados, enquanto os dados relativos a eles não serão usados ??para prejudicar ou discriminá-los”); transparência; diversidade, não-discriminação e justiça; bem-estar social e ambiental; e prestação de contas eficiente.

A segunda etapa prevê o lançamento de uma fase-piloto no verão europeu “envolvendo uma vasta gama de partes interessadas” - empresas, administrações públicas e organizações de papçises-membros da EU. Os peritos deverão ajudar a orientar as entidades interessadas.

A terceira fase buscará a construção de um consenso internacional “para a Inteligência Artificial centrada no ser humano”. “A Comissão quer levar esta abordagem ética da Inteligência Artificial para o cenário global porque tecnologias, dados e algoritmos não conhecem fronteiras. A Comissão reforçará a cooperação com parceiros afins, como o Japão, Canadá e Cingapura, e continuará a desempenhar um papel ativo nas discussões e iniciativas internacionais, incluindo o G7 e o G20”.

Leia a nota completa da Comissão Europeia aqui (em inglês).

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