Home > ADVILLAGE > Velório de João Gilberto começará às 9h, no Theatro Municipal do Rio

ADVILLAGE

08/07/2019 07:08 por Redação

Velório de João Gilberto começará às 9h, no Theatro Municipal do Rio

Cerimônia, aberta ao público, irá até as 14h; enterro será às 16h, no cemitério Parque da Colina, em Niterói

JOAO GILBERTO
O corpo do cantor e compositor João Gilberto será velado nesta segunda-feira (8), no Theatro Municipal no Rio de Janeiro. A cerimônia, aberta ao público, terá início às 9h e irá até as 14h. O enterro será às 16h, no jazigo da família, no Cemitério Parque da Colina, em Niterói.

O músico morreu em casa, no sábado (6), aos 88 anos. Um dos criadores da bossa nova, João Gilberto enfrentava problemas de saúde havia alguns anos. No início da tarde deste domingo (7), a viúva de João, Maria do Céu Harris, de 55 anos, deixou o apartamento onde vivia com o músico. O corpo do cantor já havia sido levado do apartamento da família no Leblon, na zona sul do Rio, ainda durante a madrugada.

João Gilberto vivia recluso, quase não saía de casa. Segundo uma nota da AFP publicada no Estadão, sua última aparição em público ocorreu na terça-feira (2). Ele jantou em um restaurante no Leme, bairro vizinho a Copacabana, na companhia de sua companheira Maria do Céu e de seu advogado Gustavo Carvalho Miranda. Comeu mariscos, seu prato preferido, e bebeu um vinho português.

Bebel Gilberto, filha do músico com a cantora Miúcha (1937-2018) desembarcou no aeroporto Tom Jobim pouco depois das 12h deste domingo, vinda dos Estados Unidos, relata o portal G1. Chorando, Bebel pediu desculpas e disse que não estava em condições de falar.

Nascido em Juazeiro, na Bahia, em 10 de junho de 1931, João Gilberto Prado Pereira de Oliveira concluiu em 1961 a trilogia de álbuns fundamentais que apresentaram a bossa nova ao mundo: "Chega de Saudade" (1959), "O amor, o sorriso e a flor" (1960) e "João Gilberto" de 1961. O primeiro traz a música de mesmo nome composta por Tom Jobim (1927-1994) e Vinicius de Moraes (1913-1980). A canção havia sido apresentada em um LP em abril de 1958 por Elizeth Cardoso (1920-1990), mas a versão mais conhecida, com a voz de João, foi lançada em agosto do mesmo ano.

Em meio a um longo  processo com sua primeira gravadora, sem CD desde 1989 e sem apresentação pública desde 2008, João Gilberto acabou vendendo 60% dos direitos sobre seus primeiros quatro álbuns para o banco Opportunity em 2013, assinala o Estadão.

Seus últimos anos foram marcados por um embate entre seus dois filhos mais velhos – João Marcelo e Bebel Gilberto – e sua última ex-esposa, a jornalista Claudia Faissol, mãe de sua filha adolescente. Os filhos de João a acusam de ter se aproveitado do músico baiano, induzindo-o a assinar contratos sem seu pleno conhecimento.

No final de 2017, João Gilberto foi interditado judicialmente a pedido de Bebel, que assegurava que seu pai já não tinha condições de cuidar nem da saúde, nem das finanças.

“Em sua obsessão por controle, João Gilberto tinha a ambição de parar o mundo para exercer sua arte. Diante do microfone, o conseguiu. Fora do palco, foi o contrário: nunca teve controle sobre sua vida. Se acostumou a delegá-la a outros (...) mas a vida escreve seus próprios versos e, às vezes, desafina”, escreveu Ruy Castro, autor do livro sobre bossa nova Chega de Saudade, na Folha de S. Paulo.

Siga-nos no Twitter

'
Enviando