Home > DOCES E SALGADOS > Após dois meses em baixa, IPCA variou 0,10% em outubro

DOCES E SALGADOS

07/11/2019 09:34 por Redação

Após dois meses em baixa, IPCA variou 0,10% em outubro

Aceleração foi puxada por Alimentação e Transportes; inflação acumulada em 12 meses fica em 2,54%

Após dois meses em queda, O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, utilizado como inflação oficial) registrou variação de 0,10% em outubro, acima da taxa de setembro (-0,04%). Em outubro do ano passado, o índice foi de 0,45%. Com o resultado, o acumulado do IPCA em 12 meses vai a 2,54%. No ano, o acumulado é de 2,60%

Os analistas do mercado financeiro ouvidos semanalmente pelo Boletim Focus, do Banco Central, apostavam num IPCA de 0,08% em outubro. Para o ano, estimam um acumulado de 3,29%.

A meta do BC para a inflação deste ano é de 4,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

As variações mensais do IPCA em 2019:

• Janeiro: 0,32%
• Fevereiro: 0,43%
• Março: 0,75%
• Abril: 0,57%
• Maio: 0,13%
• Junho: 0,03%
• Julho: 0,19%
• Agosto: 0,11%
• Setembro: -0,04%
• Outubro: 0,10%

Em outubro/19, seis dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram variação maior do que em setembro, com destaque para Alimentação (que abandonou a trajetória deflacionária) e Transportes). No sentido inverso, houve desaceleração nos grupos Habitação (com deflação), Saúde e Educação. O grupo Comunicação repetiu a variação do mês anterior (-0,01%).

A variação do IPCA em outubro, setembro e agosto:

IPCA
Alimentação e Bebidas – A variação positiva do grupo deveu-se, especialmente, à alimentação fora de casa, cuja alta passou de 0,04% em setembro para 0,19% em outubro. Após a queda de preços verificada no mês anterior (-0,06%), a refeição registrou alta de 0,24%, e o lanche, cujos preços já haviam subido em setembro (0,17%), registrou alta de 0,32%.

Já a alimentação no domicílio (-0,03%) apresentou queda pelo sexto mês consecutivo, embora esta tenha sido menos intensa que a registrada nos meses de agosto e setembro (-0,84% e -0,70%, respectivamente). Os destaques foram a cebola (-20,84%) e a batata-inglesa (-9,06%). As carnes, por sua vez, apresentaram alta de 1,77% e contribuíram com o maior impacto individual no grupo.

Transportes - Após estabilidade (0,00%) em setembro, o grupo apresentou forte variação em outubro, influenciada pela alta nos preços dos combustíveis (1,38%). A gasolina, que havia apresentado ligeira queda (-0,04%) no mês anterior, passou para uma alta de 1,28%.

Destaca-se ainda o avanço nos preços das passagens aéreas (1,93%) após dois meses com variações negativas (-15,66% em agosto e -1,54% em setembro).

Habitação - Após a ligeira alta observada em setembro (0,02%), o grupo apresentou, em outubro, a maior variação negativa entre os grupos pesquisados, principalmente em função da queda do item energia elétrica (-3,22%).

Localidades

Onze áreas pesquisadas apresentaram variações acima das verificadas em setembro, ficando os resultados entre 0,31% em Campo Grande e -0,37% em São Luís.

A variação do IPCA em outubro, setembro e agosto nas 16 regiões investigadas, e o acumulado de 12 meses:

IPCA
Calculado pelo IBGE desde 1980, o IPCA se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Aracaju, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Rio Branco e São Luís.

'
Enviando